Essa Fanfic foi escrita por mim e é nada mais que uma homenagem ao
trabalho maravilhoso de Stephenie Meyer e à essa saga que todos nós
amamos.
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Capítulos 
Se gostaram da Fic, divulguem para outros fãs da saga! Bjos, Grey!
Capítulo 9 – Lar
O restante da viagem passou num borrão – literalmente. Quando chegamos
aos arredores de Port Angeles, a luz difusa do sol já se despedia sob a
constante camada de nuvens da península de Olimpic. Jacob e eu
discutíamos sobre como deveríamos chegar. Sujos e cansados como
estávamos, ou limpos, arrumados e descansados. Não seria uma surpresa
muito agradável para Billy se visse seu filho naquelas condições, ainda
mais depois de tanto tempo sem vê-lo. Jacob disse que comunicou a Sam
que ele estava a caminho, sem maiores explicações. Provavelmente La Push
inteira já sabia a essa altura. Não seria fácil explicar como fomos
parar lá – e do que tínhamos fugido. Ademais, eu ainda tinha um mistério
nas mãos. O plano original seguiria de acordo com o combinado, afinal,
era o real motivo para toda aquela confusão.
***
A dor aguda me acordou abruptamente. Agradeci aos céus que nenhum humano
estivesse sentado perto de nós. Jacob estava acordado e me olhava
preocupadamente. O ônibus deslizava ruidosamente pelas ruas molhadas de
Forks. Nós desceríamos alguns quarteirões a frente. Vesti um moleton e
passei as alças da mochila nos ombros. Jacob se alinhou no bando,
esticando as pernas longas.
- Pesadelo? – Perguntou ele sério.
- Pra variar um pouco – Eu disse sorrindo para ele. – Você dormiu?
- Não, não consegui – Ele bocejou e passou o braço por meus ombros. –
Nossa, eu realmente senti falta desse verde todo. – Jacob olhava pela
janela com uma alegria emocionada nos olhos. Tive que admitir que também
me sentia feliz em voltar. Aquela cidadezinha inócua e verde era o lugar
que eu considerava meu lar, de muitas maneiras diferentes, minha
história nascera ali, como a de meus pais. Era estranho – um pensamento
irônico – que uma cidade tão pequena e tão improvável abrigasse tanta
magia, tantos segredos. O ônibus parou no meio fio e nós descemos. Uma
garoa fina e gelada caía do céu cinzento. Ficamos parados ali, na chuva,
admirando a paisagem. Não era nada demais, apenas uma rua normal, alguns
carros velhos estacionados, algumas pessoas andando apressadamente com
seus grandes guarda-chuvas. Nada demais, mas mesmo assim era bom estar
de volta.
Jacob pediu meu celular emprestado e discou um número que eu não
conhecia. Chamou duas vezes e uma voz rouca atendeu.
- Alô – O garoto tinha uma voz de quem acaba de ser acordado.
- Seth? Sam está te proibindo de dormir? – Jacob sorria largamente ao
ouvir a voz do amigo.
- Jake? Ei cara, como estão às coisas por aí – Seth perguntava animado,
como sempre fazia quando nos ligava.
- Bem, Forks não muda muito, mas acho que está…chovendo. – Jacob
brincou.
- Quê? Forks? Como assim? Você está em Forks Jake? – Seth parecia ter
acordado completamente e se eu não estava ouvindo coisas, ele parecia
estar quicando.
- Sam não contou que eu estava vindo? – Jacob me olhou confuso.
- O quê? Não, ele não disse nada. Quando você contou a ele? – Seth
parecia aborrecido.
- Ontem à noite.
- Ah, era minha folga. Droga. Ninguém me falou nada, aposto que a
matilha inteira já sabe.
- Seth, você pode pedir para alguém vir nos buscar? – Jacob já estava
impaciente, a chuva começava a apertar.
- Claro, só preciso achar minhas chaves, chego aí em cinco minutos Jake.
Ei, espera aí. Você disse “nos buscar”?
- Disse. Ou você quer que Nessie vá a pé? – Jacob piscou para mim e eu
não pude deixar de sorrir, apesar da dor fraca, mas irritante em meu
braço.
- Nessie veio também? Que ótimo, como está aquela pestinha? Será que ela
ainda gosta de apostar quem caça o maior? – Seth já começava a fazer
planos, obviamente se esquecendo de que, apesar dos sete anos, eu
provavelmente tinha vinte.
- É ela ainda adora se exibir com a caça. – Eu mostrei a língua para
ele. - Seth, ande logo, eu quero ver meu pai. – Jacob não conseguia
esconder a satisfação em seu rosto. Quanto tempo ele esteve esperando
para estar em casa? Senti uma onda de remorso me atingir. A culpa de
toda aquela distância era minha.
- Certo. Nos vemos daqui a pouco, Jake. – Seth desligou.
- Esse garoto não mudou nada. – Jacob balançava a cabeça, sorrindo,
parecia estar falando consigo mesmo.
- Vocês não envelhecem mais do que nós Jake. Estão paralisados no tempo
esqueceu? – Tentei sorrir para ele, mas senti que minha tentativa tinha
falhado.
- Você deveria ligar para eles. Sua mãe deve estar louca. – Jacob sempre
fazia isso. Não importava o quanto eu me esforçasse para parecer bem, se
algo estivesse errado, ele sempre saberia. Às vezes eu desconfiava que
Jacob conhecesse melhor minha mente do que meu próprio pai.
- É, você deve estar certo. - Olhei fixamente para ele - Jake, você não
se esqueceu do…
- Não. Eu sei para quê viemos. – Ele me encarou com os olhos
semicerrados, a testa vincada de preocupação. Eu aquiesci e pressionei o
braço direito. Jacob percebeu.
- Está doendo? – Ele olhava a cicatriz prateada em meu antebraço. – Você
conseguiu uma cicatriz igual a da sua mãe. – Jacob acariciou o contorno
da cicatriz.
- Não era para estar doendo, já cicatrizou. – Eu olhei para o braço. -
Vou ligar para minha mãe.
***
A ligação para minha mãe foi mais um monólogo do que uma conversa. Jacob
tinha razão, ela estava pirando. Fui repetindo as mesmas frases
tranqüilizadoras para o resto da família, à medida que o aparelho
passava de mão em mão. Todos eles se desculparam por terem me tratado
como um bebê, desejaram um bom fim de semana, mandaram lembranças para
Charlie e Billy, mas ninguém tocou no nome de meu pai, nem em seu súbito
descontrole com Jacob. Eu queria falar com ele, mas ele não pegou o
telefone, então eu não pedi.
Quando desliguei o celular, Seth acabava de encostar uma caminhonete
velha e barulhenta – que era de Sue – no meio fio. Ele pulou do carro e
atravessou a rua com um sorriso de orelha a orelha. Pegou Jacob num
abraço tão apertado, que ouvi sua coluna estralar, depois Seth me ergueu
do chão e me girou no ar. O garoto ainda tinha o mesmo sorriso doce e
inocente, o que era realmente desconcertante naquele enorme corpo
moreno.
A recepção em La Push foi calorosa. Jacob foi recebido pela tribo como
um combatente que volta da guerra. Eu me sentia em casa, me sentia parte
da família, apesar de ser uma vampira entre um bando anormalmente grande
de lobisomens. Surpreendi muitos olhares perplexos me fitando com
incredulidade, a última vez que muitos deles me viram, eu era apenas uma
garotinha de – aparentemente – sete ou oito anos. Agora, eu podia
facilmente me passar por uma moça de dezoito anos. Eu cresci alguns
centímetros a mais que minha mãe, – embora ainda ficasse muito pequena
ao lado de Jacob e de seus irmãos gigantescos – meu cabelo acobreado
clareou até um tom de vermelho sangue e cresceu em cachos até a cintura,
e meus olhos, bem, ainda eram os olhos chocolate da Bella. Depois que o
espanto de todos se dissipou em risadas e conversas descontraídas, eu
parei para observar os rostos familiares e tão parecidos que pairavam
sobre a roda que se formou no quintal de Billy.
Seth, Embry e Quil continuavam exatamente iguais, a pequena Claire agora
tinha mais ou menos nove anos e Quil ainda era a fiel babá da garota.
Sam e Emily se casaram há alguns anos e o filho deles, o pequeno Henry
estava com onze meses – me lembrava muito bem do batizado do garoto,
quando Jacob teve que ficar fora uma semana para exercer seu trabalho de
padrinho. Paul e Rachel se casaram na primavera seguinte ao batizado, e
para evitar que o noivo se descontrolasse e explodisse dentro de seu
smoking, os vampiros não compareceram a cerimônia. Jared e Kim estavam
de casamento marcado e Leah, bem… Leah não voltou pra casa. Como ela
mesma disse a Jacob quando se separou da matilha de Sam, Leah
matriculou-se numa universidade, ás vezes visitava Sue e Seth, mas algum
tempo depois, não voltou mais para casa. Raramente se transformava e
Jacob teve cada vez menos notícias suas. Apesar da deserção, todos
estavam tranqüilos por Leah finalmente estar feliz com sua vida. Billy e
o velho Quil Ateara continuavam os mesmos, os anos que passaram tão
rapidamente não tiveram muita influência sobre os anciões quileutes –
além de uma respeitosa cabeleira grisalha e marcas de expressão, que
eram ligeiramente disfarçadas pela pele arruivada.
A noite estava clara e fria. Uma brisa leve soprava da praia, trazendo o
cheiro da maresia. Aos poucos, os convidados foram deixando a pequena
casa dos Black, que lá pela meia noite já estava completamente
silenciosa. Apenas Jacob e Billy permaneceram absortos em suas conversas
– que eu parei de tentar acompanhar. Havia algo dentro de mim, algo
inquietante. Algo que pinicava em minha mente como agulhas pontudas. E
eu sabia o que era. Eu precisava fazer o que tinha vindo fazer.
Precisava continuar.
Levantei do degrau em que estava sentada, perto da entrada da casa, e
chamei Jacob num sussurro que ficou bem audível no silencio da
madrugada. Eu não queria interromper a conversa dos dois, mas eles
encontravam assuntos intermináveis para discutir, parecia que nunca ia
ter fim. E eu, decididamente, precisava ir a um certo lugar.
- Jake, preciso ir a minha casa. – Disse a ele quando estávamos fora do
alcance dos ouvidos de Billy. Ele acenou levemente com a cabeça, e no
escuro eu pude ver seus olhos faiscarem nos meus.
- Me dê um minuto. Vou ajudá-lo a se deitar e já vamos. – Jacob beijou o
alto da minha cabeça e se afastou silenciosamente.
Alguns minutos depois ele voltou, e usava apenas uma bermuda velha. Eu o
observei se aproximando com passos largos e suaves, a pele morena
reluzindo sob a luz do céu noturno.
- Vejo que você pretende se transformar. – Olhei com reprovação para seu
short esfiapado e para a cordinha que nunca saía de seu tornozelo. – Ou
só está com calor?
- Nunca se sabe. – Disse ele dando de ombros e sorrindo de leve.
Eu já estava me preparando para uma longa caminhada pela floresta,
quando Jacob pôs uma mão em meu ombro e me fitou com um sorriso torto.
- Ei, vamos de carro. – Ele pegou minha mão e me conduziu pelo quintal
escuro.
Escondido entre as árvores, em um terreno desigual nos fundos da pequena
casa dos Black, havia uma pequena oficina improvisada. Se minha visão
não fosse anormalmente boa, teria sido difícil saber o que realmente
tinha ali. Mas foi fácil distinguir o carro estacionado entre pilhas de
sucata, armários velhos e ferramentas espalhadas por toda parte.
- Droga, Paul andou mexendo nas minhas coisas. – Bufou Jacob quando se
deparou com todas aquelas coisas empilhadas de qualquer jeito. – É só eu
virar as costas que isso aqui vira um chiqueiro. – Jacob abria caminho
pela garagem, empurrando ferramentas e caixas de papelão repletas de
peças de carro. Eu observava em silêncio, achando graça nas caretas e
reclamações de Jacob. Enfim ele abriu espaço suficiente para abrir a
porta do carro vermelho que jazia na garagem bagunçada. Se jogou no
banco do motorista e girou a chave na ignição. O ronco do motor cortou o
silêncio da noite e uma nuvem de poeira subiu com o ronronar do
escapamento. Ele deu marcha ré no carro e parou-o a meu lado.
- Posso lhe oferecer uma carona senhorita? – Ele sorriu e estendeu a mão
para mim.
- Tudo bem – Balancei a cabeça, tentando entender como ele conseguia
fazer aquilo. – É um Rabbit Jake? – Perguntei analisando o painel. Meu
pai e Rosalie sempre foram os mais interessados por carros na família,
mas eles nunca me ensinaram muita coisa a respeito. Meu grande professor
no assunto sempre fora Jacob. Me lembrava das muitas vezes que fiquei
observando ele mexer em peças e consertar os carros na nossa garagem
sempre cheia. Eu o enchia de perguntas sobre modelos, motores,
divergências entre marcas, e ele sempre respondia com muita disposição.
- Sim, 1986, um clássico. – Disse ele acelerando o motor que trepidava
sob nós. Os olhos brilhando. – Eu mesmo montei. Comecei quando sua mãe
veio morar em Forks, eu nem tinha idade para dirigir. – Jacob encarava o
nada, absorto em lembranças de uma época em que eu nem mesmo ousava
querer pensar. Seus olhos assumiram um brilho distante. Ele com certeza
sentia saudade daquela época de sua vida.
- Hum. – Foi só o que consegui dizer. Fiquei imaginando quantas vezes
ele e minha mãe passearam naquele carro. Era um pensamento doloroso para
manter em foco, então, rapidamente me forcei a pensar no que me esperava
em minha antiga casa.
Jacob dirigia rápido pela estrada rodeada pela floresta densa e escura.
Com a velocidade e a escuridão, não se podia enxergar muito do lado de
fora, mas mesmo assim eu enxerguei os vultos enormes entre as árvores.
As silhuetas de dois lobos acompanhando o carro em alta velocidade.
- Seth e Quil estão fazendo a ronda hoje. Que ótimo. – Jacob bufou e
acelerou o carro.
- Algum problema? – Perguntei, saindo de meus devaneios.
- Não, só que eles vão fazer perguntas. – Jacob encarava a estrada a sua
frente, vincando a testa.
- Nós vamos pensar em algo depois. – Eu não conseguia me concentrar em
mais nada naquele momento. Uma sensação estranha me assaltou, era quase
um enjôo. À medida que nos aproximávamos da grande casa branca, eu me
sentia cada vez mais fria. Mas eu não estava com medo. Não por mim, pelo
menos.
De qualquer forma, eu teria algumas respostas aquela noite. Eu realmente
queria que eu estivesse apenas enlouquecendo, mas algo dentro de mim
teimava em afirmar o contrário. A luz que se acendeu em algum canto
remoto de minha mente não queria ser apagada. Ela piscava e piscava. E
hoje eu saberia o porquê. Essa era a minha melhor pista.
Capítulo 9 – Lar - Rising Sun a Historia
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Lua Nova Twilight! Desde 04/01/2009
Eclipse Tem Data de Estréia 30/06/10
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