Essa Fanfic foi escrita por mim e é nada mais que uma homenagem ao
trabalho maravilhoso de Stephenie Meyer e à essa saga que todos nós
amamos.
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Capítulos 
Se gostaram da Fic, divulguem para outros fãs da saga! Bjos, Grey!
Capítulo 6 – Plano
Imprint. Durante toda minha curta vida, constantemente envolta em uma
aura sobrenatural, eu jamais ouvira nada mais confuso e inacreditável.
Estar destinado a amar alguém, independente de como, onde ou por que,
era algo definitivamente além de meu entendimento sobre a vida. Eu – que
até então acreditava estar ciente de tudo, que acreditava entender
plenamente a nossa existência e a dos humanos que nos rodeavam – de
repente me encontrava sem palavras, perplexa.
Jacob não me poupou detalhes – assim me pareceu. Ele se manteve calmo e
firme em cada palavra improvável que deixava sair de sua boca.
- Ness, eu quero que você saiba que você tem escolhas, independente de
qualquer ligação mística idiota que eu tenho com você. Eu fui seu amigo,
seu irmão mais velho, seu protetor… E eu seria o que você quisesse que
eu fosse pelo resto da minha vida patética. – Ele evitada olhar em meus
olhos parados ao longe, desfocados pelos pensamentos que borbulhavam em
minha mente.
Era estranhamente perturbador como cada peça de repente se encaixara no
que pareciam ser lacunas profundas e eternas. Eu sempre soube que Jacob
não era como eu e minha família. Percebi isso muito cedo, mas até ser um
pouco mais velha e ser capaz de questionar tais diferenças, ele era meu
tio Jake e eu o adorava. As “pessoas lobo”, como eu costumava chamá-los
na infância, também faziam parte da família, independentemente se seus
corações fossem – assim como o meu – os únicos a bater naquela família.
Mas mesmo Seth, que nos visitava com mais freqüência, não passava mais
que algumas horas conosco. E eu conseguia perceber a linha imaginária
separando lobos e vampiros. O jeito que se comportavam quando estavam
relativamente perto, a tensão que tingia o ar toda vez que minha mãe e
meu pai me levavam até a fronteira de La Push para visitar Billy. E o
cheiro. Vampiros e Lobisomens definitivamente não suportavam o cheiro um
do outro, por que vampiros e lobisomens eram inimigos naturais.
Então, por que Jacob abandonou sua matilha para nos seguir? Por que
morar com nove vampiros parecia não ter importância nenhuma para ele?
Por que ele me escolheu ao invés de seu pai, sua tribo, seus irmãos…?
Todas as perguntas que cresceram comigo de repente estavam respondidas.
Era o destino dele me seguir, aonde quer que eu fosse, seja lá o que eu
fosse.
- Eu merecia saber Jake.- Eu consegui dizer depois de um longo silencio
– Passei minha vida inteira me fazendo perguntas sobre você. Já faz
algum tempo que eu não sei mais como te olhar. Como um amigo? Como um
irmão? – Eu sentia um nó na garganta, lutando com as palavras que saíam
meio sufocadas. – Eu merecia saber que meu destino sempre foi você.
- Não diga isso Nessie – Ele me encarava incrédulo, como se eu tivesse
dito alguma heresia. –Você nunca foi minha. Pare de achar que você não
tem escolha. Se eu não te contei antes foi por que você não estava
pronta e seus pais queriam que você fosse capaz de escolher por si mesma
quando chegasse a hora, e eu também. – Ele dizia cada palavra como se
estivesse me dando uma bronca por mau comportamento.
- Não Jake, eu nunca tive escolha – Eu o olhei fixamente – Assim que
coloquei meus olhos em você, todas as minhas opções se foram. – Ele me
olhava com uma expressão torturada, mas ao mesmo tempo emocionada. Eu
não sabia mais o que dizer. Tudo que eu senti durante minha curta vida
tinha se resumido aquela última frase, aquele momento.
Nós nos rendemos aos braços um do outro. Se algum de nós fosse humano,
aquele abraço teria quebrado algumas costelas.
Pela primeira vez em muito tempo eu sabia o que esperar, sabia o
significado de muitas coisas que outrora só me deixaram mais confusa.
Jacob esperou por mim, pacientemente. É claro que a espera dele não foi
tão grande quanto teria sido se eu fosse uma garota normal. Mas nem
garota eu era. Eu era uma vampira, e por mais queJacob fosse “a prova de
vampiros” – como meu pai dizia – um único descontrole meu foi o bastante
para deixá-lo no chão. Eu queria ser melhor para Jacob, queria ser como
Emily era paraSam. A parceira ideal, completamente compatível. As poucas
vezes que me deixaram ficar perto de Emily foram o bastante para que eu
adquirisse uma grande admiração e respeito pela mulher de pele marcada.
Ela era apenas humana, e mesmo assim cuidava de todos aqueles marmanjos
melhor do que qualquer um.
Ter Jacob quente e macio em meus braços me fez desejar não ser tão
indestrutível. Mas eu mudei logo de idéia quando a imagem de Aro dançou
furtivamente por meus pensamentos. Eu não deveria me sentir assim, fraca
e impotente. Eu deveria ser mais forte. Deveria ser impiedosa e ardilosa
como a guarda costas de Aro. Jane. Sim, eu me lembrava dela. Ouvi seu
nome nas conversas furtivas de minha família várias vezes. Ela era uma
vampira ofensiva, e não uma unidade passiva como eu até então tinha
sido. Eu precisava me tornar uma nova Renesmee. Feroz, inteligente,
letal. Só assim eu seria capaz de proteger minha família. E meu Jacob.
***
- Jake, não consigo me concentrar com você me beijando – Eu sorri,
mantendo meus olhos fechados, tentando focar na história que eu contaria
para meus pais. Ouvi sua risada rouca em meu ouvido. Ele era tão
injusto.
- Desculpe, vou me comportar – Sussurrou em minha pele, deixando seu
hálito quente tocar meu pescoço.
- Argh! Pelo amor de Deus Jake, nós temos meia hora pra deixar nosso
plano impecável – Eu saí de seu abraço com certa relutância, evitando
olhar em seu rosto para não perder o fio da meada.
Tudo acontecera tão rápido naquela manhã… Quando acordei eu era Renesmee
Cullen, filha deEdward e Bella. Meu melhor amigo era um lobisomem
charmoso que eu não tinha permissão de desejar como outra coisa. Eu
amava minha família e nunca escondera nada deles – principalmente de meu
pai. Algumas horas depois eu era uma mestiça descontrolada que estava
tendo visões com um estranho e quebrando mesas na sala de aula no meio
de um monte de humanos. Meu melhor amigo tinha sofrido algum tipo de
impressão medonha comigo e estava apaixonado por mim. E pior ainda, eu
estava apaixonada por ele também, justo o cara que me deu mamadeira. Se
já não fosse o bastante, eu ainda estava planejando uma fuga com ele
para investigar um suposto desconhecido que me deixara um bilhete
misterioso. Ótimo.
O plano era, basicamente, deixar meu pai ler minha mente cheia de Jacob.
Ele com certeza faria uma cena. Então, todos saberiam que Jacob me
contou sobre o imprint e nós nos beijamos e etc. Ok, essa era a parte
fácil do jogo. Difícil seria manter longe de minha mente – e da de Jacob
– o que realmente tinha acontecido naquela manhã. As informações teriam
que ser coesas e concretas. Eu precisaria usar meus poderes em um nível
que eu tentei poucas vezes. Pintar imagens nítidas, precisas e em ordem
cronológica de forma que se passassem por lembranças reais do decorrer
do dia. E eu só tinha – olhei no relógio – vinte e oito minutos para
deixar minhas lembranças e pensamentos seguros, eu não iria arriscar
chegar em casa e dar de cara com meu pai. Eles poderiam ter voltado mais
cedo…
Não, eu não podia arriscar. Teria que deixar tudo pronto antes de me
aproximar. E Jacob não estava cooperando muito me beijando e me
abraçando daquele jeito.
- Ness, tem certeza que vai dar certo? Tem certeza que não quer contar
pra eles? Eu ainda acho isso meio arriscado – Jacob fazia as perguntas
mais pra ele do que para mim.
- Não Jake, não posso deixar que eles saibam. O que você acha que meu
pai e minha mãe vão fazer assim que souberem? Eles vão direto para Forks.
E se for uma armadilha? – Eu o encarei.
- E se for uma armadilha pra você? – Ele perguntou. A tensão distorcendo
suas feições.
- Eu não disse que não seria arriscado. Mas que escolha eu tenho? Tenho
que apostar nos meus instintos Jake, e eles estão me dizendo que há
alguma coisa muito errada acontecendo nas nossas costas. E seja lá o que
for, as respostas de que preciso estão em Forks. – Eu vi nos olhos dele
que ele faria a mesma coisa. Nós éramos muito parecidos quando se
tratava da família.
- Só me prometa que não fará nada estúpido ok? – Jacob me olhou
profundamente. Eu podia ver a dor que isso o causava. Me ver brincar com
fogo e só poder acender sua própria tocha. Eu sabia disso por que sentia
a mesma necessidade de protegê-lo e me sentia o ser mais inválido por
não conseguir mantê-lo longe de mim, a salvo.
- Jake, eu não estou em condições de prometer nada agora. Mas eu posso
lhe dizer uma coisa – Me aproximei de Jacob lentamente – Nós vamos estar
sempre juntos, não importa como ou onde. – Sorri e afaguei seu rosto.
- Agora venha, preciso te passar as instruções – Puxei-o pela camisa e
nos sentamos na grama do acostamento.
Coloquei minhas mãos sobre as de Jacob e fechei os olhos. Retrocedi até
a aula com o Sr Anderson. Mostrei a Jacob o professor entrando na sala
de aula e avisando a turma que, por conta de um problema familiar ele
teria que se ausentar. Em seguida nós éramos dispensados. Passei então
para uma imagem de Jacob me convidando para tomar sorvete. Imaginei nós
dois andando por um parque, sorrindo e conversando. Nós nos sentávamos
em um banco de mãos dadas, eu acariciava os braços de Jacob, traçando
desenhos imaginários. Subia até seu ombro e pescoço e então, acariciava
seu rosto. Nós nos olhávamos nos olhos com intensidade. Nos
aproximávamos lentamente para o beijo quando Jacob começou a rir e minha
concentração foi por água abaixo.
- O que foi? – Perguntei meio irritada por ter sido interrompida
- É essa a sua idéia? Você me seduzindo em um banco de praça? – Jacob
ria nervosamente
- Se você tem uma idéia melhor, sinta-se a vontade em compartilhar –
Fechei a cara
- A idéia é boa Ness, mas eu sei o que você está tentando fazer – Ele me
olhava com um sorriso simpático – Está tentando não me deixar tão
encrencado com seu pai. – Ele tirou uma mecha ruiva que o vento soprou
em meu rosto.
- Jake, eu… – Droga, ele tinha percebido.
- Tudo bem Ness, ele vai querer me matar de qualquer jeito só por ter te
convidado para tomar sorvete – Ele sorria complacente. Eu ri
- Eu sei Jake, mas se eu posso tornar as coisas mais fáceis pra nós, por
que não fazê-lo? Além disso, vou precisar de você inteiro para fazer as
malas e se eu levar pedaços de Jacob para Billy, bem, acho que não vou
ser convidada para ceia de natal – Eu sorri e belisquei sua bochecha.
Ele ergueu as mãos num sinal de rendição e disse:
- Faça como quiser. – E fechou os olhos, esperando que eu continuasse.
Continuei de onde tinha parado. Mas dessa vez não fechei os olhos. Me
mantive focada no rosto de Jacob, analisando suas reações para o que eu
estava prestes a mostrar. Sorri maliciosamente para mim mesma e
continuei.
Eu e Jacob, sentados no banco de um parque qualquer, a luz do sol nos
atingindo por entre os galhos das árvores espalhadas pelo parque. Nós
nos olhávamos nos olhos, e lentamente começamos a encurtar a distância
entre nossos rostos. E então eu usei a sensação que me invadiu quando
nós nos beijamos e a uni com uma imagem de Jacob e eu abraçados. Meus
braços ao redor de seu pescoço. Ele mantinha um braço parcialmente
apoiado sobre o encosto do banco e o outro pousado em minha cintura. Eu
deixei a sensação do calor da pele dele tingir minha mente. A textura
suave e doce da sua boca na minha. Eu mostrava a Jacob todos os detalhes
de um beijo real, somados as imagens que eu criava de um ângulo externo.
Ele arqueou uma sobrancelha suavemente, e eu não sabia se isso
significava que ele estava apreciando o quadro. Talvez eu estivesse
detalhando demais, por que a pele de Jacob de repente começou a
esquentar sob minhas mãos. Eu decidi então concluir a cena do beijo.
Fechei os olhos para me concentrar melhor e imaginei Jacob acariciando
meu rosto. De novo eu usei suas palavras e expressões reais. Deixei
minha memória trazer a tona a voz de Jacob me dizendo “preciso lhe
contar algo sobre mim”. Depois disso, selecionei partes de nossa
conversa e as adaptei na cena. Todo o processo demorou mais ou menos dez
minutos. Concluí minha obra prima com uma imagem de nós dois caminhando
de mãos dadas em direção ao carro. Eu me virava pra Jacob com um sorriso
no rosto e dizia: “Vamos contar para eles hoje?”. E Jacob sorria de
volta e respondia: “Não temos escolha, seu pai vai saber no momento em
que entrarmos pela porta”.
Cessei as imagens e encarei Jacob, esperando uma resposta. Ele estava
com uma expressão suave e mais otimista que antes.
- Uow, isso é melhor que tv a cabo. Muito bom Ness, você está ficando
boa nisso. – Ele sorriu e beijou minha testa – Isso pode funcionar, é
sério, acho que pode dar certo.
- Essa é a parte fácil Jake, não fique tão otimista ainda. Nós
precisamos manter nossa mente ocupada até estarmos longe o suficiente. –
Eu disse, me levantando e caminhando até o carro.
- Se eu manter você na minha cabeça, vai ser moleza não pensar em mais
nada – Ele sorriu, colocando-se de pé e me seguindo.
- Eu sei, também estou contando com isso. Mas não sei se é seguro ficar
muito mais tempo com eles. – Eu ainda não estava segura sobre esse
plano. Um único deslize seria o bastante.
- O que você quer dizer? – Jacob percebera meu tom de voz.
- Quero dizer que vamos para Forks ainda hoje.
Capítulo 6 – plano Rising Sun a Historia
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Lua Nova Twilight! Desde 04/01/2009
Eclipse Tem Data de Estréia 30/06/10
Amanhecer Tem Data de Estréia
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