Essa Fanfic foi escrita por mim e é nada mais que uma homenagem ao
trabalho maravilhoso de Stephenie Meyer e à essa saga que todos nós
amamos.
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Capítulos 
Se gostaram da Fic, divulguem para outros fãs da saga! Bjos, Grey!
Capítulo 3 – Confissão
- Pai, eu não sei como fazer isso. Eles vão pensar que eu pirei de vez –
Sussurrei calmamente para ele.
A família toda estava reunida na sala de jantar, todos sentados em volta
da grande mesa de mármore escuro que Esme sempre decorava com um vaso de
flores silvestres. Uma reunião de família.
Depois de socorrermos Jacob e o acomodarmos em meu quarto, meu pai me
fez prometer que eu contaria tudo. Manter segredos em nossa grande e
talentosa família era praticamente impossível. Então, essa noite eu
seria a anfitriã de mais uma reunião no clã dos Cullen.
- Eles são sua família Nessie, não há nada que você não possa nos
contar, e não por que eu vou ler na sua mente, ou Jasper vai sentir em
suas emoções. Se Alice pudesse ver você e Jacob ela com certeza não
teria te julgado também. – Ele tocou minha mão, me encorajando a admitir
minha insanidade e meus receios infundados para os sete vampiros que me
olhariam docemente e me confortariam do modo protetor que cada um deles
reservava para a caçula meio humana da casa. Mas mesmo assim, eles
mereciam uma justificativa para minha atitude medonha com Jacobnaquela
tarde, e eu, prometera a meu pai esclarecer as coisas de uma vez.
- Que assim seja então, pai. Vamos acabar logo com isso! – Me levantei
da beirada da cama ondeJacob dormia profundamente e caminhei para a
porta me sentindo envergonhada. Antes de sair, olhei para Jacob
dormindo, seu rosto estava pacífico, e seu enorme corpo estava inerte,
envolto em meus lençóis brancos. Respirei fundo.
- Ele vai ficar bem Ness, Jacob é forte, feito especialmente para
agüentar esse tipo de agressão de vampirinhas nervosas, e… – Ele
hesitou, deixando desaparecer o tom brincalhão de sua voz -… Ele gosta
muito de você Nessie, mais do que você julga, ele vai te perdoar antes
mesmo do primeiro osso quebrado cicatrizar.
Olhei para Jacob mais uma vez, e saí do quarto. Mantive a velocidade de
um humano que está se dirigindo para sua sentença de morte. Meu pai me
acompanhou, descemos as escadas juntos, degrau por degrau, de mãos
dadas. Enquanto descíamos, eu mostrei a ele uma imagem de desenho
animado, onde o gato se aproxima da forca e a marcha fúnebre é tocada ao
fundo. Nós rimos baixo, numa compreensão que só era possível com meu
jovem pai talentoso.
***
A sala de jantar estava envolta em tensão e dúvidas silenciosas. Jasper
estava sentado rigidamente ao lado de Alice, e pela sua expressão a
tensão no ar não fazia mais bem a ele do que a mim. Carlisle encabeçava
a cúpula dos Cullen, em seu lado esquerdo estavam Esme, Rosalie eEmmet.
Do lado direito, minha mãe, Alice e Jasper.
Pedi a meu pai que ficasse comigo, que me ajudasse a explicar toda
aquela loucura a minha família. Nós nos mantivemos em pé, na outra
extremidade da grande mesa retangular. Eu passei meus olhos por cada
rosto pálido e rígido na mesa, e então comecei…
- O que ocorreu essa tarde com Jacob e eu, foi um descontrole da minha
parte. Nós estávamos envolvidos num tipo de luta divertida e então… – Eu
parei. Esse não era o ponto crucial dessa conversa, e o único que
importava de fato. Eu estava enrolando, dando voltas desnecessárias.
Respirei fundo e me preparei para a confissão.
- Há alguns meses atrás, eu comecei a ter sonhos, ou melhor dizendo,
pesadelos um tanto…realistas demais. Todos vocês se lembram muito bem de
como eu acordava no meio da noite. – Eu os olhei novamente, observando
suas reações. – Algum tempo depois eu disse a vocês que os pesadelos
haviam desaparecido, mas eu menti. – Minha mãe lançou um olhar indignado
a meu pai e depois a mim. Ela estava se sentindo enganada por nós dois,
eu queria me desculpar, mas eu ainda tinha muito a contar.
- Eles continuaram com a mesma freqüência, noite após noite eu revivia
aquela manhã em Forks, noite após noite eu ouvia Aro repetir aquelas
mesmas palavras. – Eu parei, relembrando meu sonho repetitivo.
- Ah querida, porque não nos contou? – Esme resmungou do outro lado da
mesa, com suas feições retorcidas numa angústia maternal.
- Eu não quis preocupar ninguém Esme, afinal, eram apenas sonhos. Mas as
coisas foram fugindo do meu controle, e isso começou a afetar meus
sentidos. Da última vez que Emmet tentou um de seus ataques surpresa eu
quase arranquei seus braços… – Eu parei olhando para minhas mãos,
envergonhada.
- É… eu me lembro disso – Disse Emmet rispidamente. Rosalei o cutucou de
leve.
- Continue querida – A voz calma de Carlisle me incentivou.
- Bem, eu não podia esconder nada de meu pai, então eu praticamente o
obriguei a não comentar nada com vocês, especialmente com você mãe. – Eu
lancei um olhar de desculpas para ela. Ela devolveu o olhar sem
expressão alguma, apenas me olhava como quem olha uma parede.
- E então, os dias foram passando, e nada mudou, eu estava certa de que
eram apenas lembranças da minha curta infância, mas depois de hoje, eu
não tenho tanta certeza. – Eu olhei para meu pai, parado, imóvel em meu
lado. Ele olhava para minha mãe com um misto de arrependimento e dor. O
resto deles me ouvia atentamente, sem transparecer nenhum sentimento
evidente. O silêncio voltou à sala, pairando sobre nossas cabeças.
Depois de alguns minutos, Alice falou:
- O que você quer dizer com “agora não tenho tanta certeza”? – Perguntou
ela.
- Quero dizer que ter pesadelos repetitivos assim não é algo muito
normal, eu estou convencida de que eles significam mais do que apenas
lembranças. – Falei seriamente.
- Mas Ness, o que mais pode significar? Eu estou de olho em Aro e nos
Volturi o tempo todo, se eles tentassem algo, eu saberia. – Disse Alice,
quase indignada.
- Não sei Alice, sinceramente não tenho uma resposta para isso. Eu
apenas sinto que algo não está certo, além disso, todos nós sabemos como
Aro pode ser inventivo quando quer algo. – Olhei sombriamente para ela.
- Então é disso que se trata? – Minha mãe falou pela primeira vez, sua
voz estava séria, grave. – Você acha que Aro vai tentar alguma coisa
contra nós?
- Contra nós não, querida. – Disse meu pai numa voz calma e suave – Os
sonhos de Nessie são basicamente repetições de fatos que ocorreram na
clareira aquele dia, mas vendo todas as reprises na mente dela eu já
posso arriscar um padrão. Ela teme por Jacob. – Ele me olhou calmamente.
- O que o cachorro tem a ver com isso? – Perguntou Rosalie, mal
humorada.
- Eu vejo a cobiça de Aro. Como se, de alguma forma ele quisesse a nós
dois, como se ele já tivesse isso… – Eu tentei explicar.
- Ness, você sabe que isso é pouco provável. – Interrompeu Carlisle –
Mesmo que Aro pretendesse alguma coisa com vocês, nós saberíamos de
alguma forma. Alice está de vigia e qualquer desconhecido que Aro envie
até nós seria facilmente detectado por seu pai. Querida, nós não estamos
desprevenidos. Desde a última visita dos Volturi, nós nos preparamos.
Você não precisa se preocupar tanto assim. – Carlisle me olhava
serenamente, tentando me confortar.
Eu não podia negar. Carlisle tinha certa razão sobre isso, nós estávamos
realmente preparados para os Volturi. Nós tínhamos as peças em seus
lugares, preparadas para interceptar o inimigo. Mas isso não mudava
nada.
Os sonhos continuaram irredutíveis e imutáveis. Os olhares de minha
família sobre mim ganharam uma forma atenta, quase como se eles
estivessem esperando um novo surto.
Jacob se curou rapidamente, e assim que pôde se manter em pé, ele quis
voltar para seu chalé, sob a alegação de “vocês fedem muito.”
Minha mãe e meu pai se entenderam nos cinco minutos seguintes ao fim da
reunião. E eu sabia que tudo ficaria bem e deixei que esse assunto fosse
superado por todos. Apesar da constante vigia de meu pai e minha mãe, eu
resolvi não me importar.
Eu decidi, então, me dar uma última chance de cura. Eu continuaria a
viver minha vida normalmente, deixaria que todos os pesadelos
simplesmente se cansassem de mim, como eu me cansei deles. Eu nunca mais
iria preocupar ninguém com meus devaneios, nunca mais deixaria meus
sentidos me controlarem, nunca mais pediria que meu pai mentisse por
mim. Nunca mais machucaria Jacob.









