Essa Fanfic foi escrita por mim e é nada mais que uma homenagem ao
trabalho maravilhoso de Stephenie Meyer e à essa saga que todos nós
amamos.
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Capítulos 
Se gostaram da Fic, divulguem para outros fãs da saga! Bjos, Anna Grey!
Capítulo 20 – Redenção
O que você faz, quando tem que decidir entre dois caminhos que jamais
cogitou tomar? Quando o destino coloca diante de você, duas opções que
até então nunca sequer passaram por sua cabeça? O que diabos você faz
quando tem que escolher entre vida ou morte?
Vida e morte. Coisas que já não significavam a mesma coisa para mim. Eu
não queria morrer, mas eu já não tinha muitos bons motivos para
continuar viva. Monstros também sentem dor, e a minha era de um tamanho
incalculável. Eu viveria para sempre com ela, e esse talvez seja uma bom
motivo para se abrir mão da eternidade.
Mas morrer? O que se pode esperar da morte? É preciso coragem para
seguir em frente, e mais coragem ainda para desistir.
Alec colocara em minhas mãos não apenas a decisão do que fazer com minha
vida, ele procurava redenção e supostamente a encontrara em mim. Ainda
assim, como eu poderia confiar nele? Como eu poderia acreditar outra vez
no amor de alguém – ainda mais alguém que até então estava do outro lado
do tabuleiro? Mas o que eu tinha para perder?
Nada...
Como disse, viver ou morrer já não significava muita coisa para mim, mas
se eu morresse, não seria pelas mãos de Aro.
E esse talvez, era o meu único e mais forte motivo pelo qual eu estava
prestes a fazer o que eu jamais pensei que faria.
- Partiremos ao amanhecer. – Disse Alec, que andava de um lado para
outro no quarto, absorto em seus próprios planos. Faltavam poucas horas
para o nascer do sol, e eu o observava alheia, estava muito distante
daquele quarto, estava na sala da grande casa branca, rindo e
comemorando meu aniversário de três anos. Estavam todos alí. Até
Charlie, Billy, Seth... Eu até podia sentir o cheiro da comida sendo
preparada por Esme e Rose na cozinha, enquanto Alice enfeitava meu
cabelo com presilhas na sala. Podia ouvir a música alegre que meu pai
tocava no piano e os sermões que minha mãe dava em Jacob por ter
comprado outra aliança para mim. “Ela é muito nova para isso Jake” , ela
dizia. Era meu terceiro aniversário, mas eu já tinha o tamanho de uma
criança de dez anos. Lembro-me do vestido que usei naquela noite,
cuidadosamente escolhido por Alice e Rose. Me lembro dos risos, das
vozes, dos abraços... Lembrava-me de tudo com uma exatidão dolorosa,
aquelas imagens jamais morreriam em mim. E era por isso que eu estava
partindo com Alec. Ele era a minha única chance de escapar daqui e
vingar minha perda, minha enorme e tortuosa perda.
- Ness, está me ouvindo? – A voz de Alec me trouxe de volta ao meu
presente.
- Não me chame assim. – Eu disse duramente. Por mais que ele quisesse me
ajudar, Alec não tinha o direito de me chamar daquele jeito, era
invazivo demais, íntimo demais.
- Desculpe. – Disse ele se afastando. Ele se sentou em sua poltrona de
costume e ficou em silêncio, me observando de uma forma que me
incomodava.
- Repita para mim o plano. – Eu pedi. Precisava manter minha mente
focada. Ele sustentou o olhar em mim por um minuto e suspirou.
- Assim que o sol nascer eu vou levar você à antesala no patamar
superior, ao lado do saguão de entrada. Você me esperará lá até que eu
diga que pode sair. Os guardas que estão na superfície supervisionam as
entradas num esquema de 12 por 12.
- O que isso significa? – Perguntei, desenhando todo o esquema em minha
mente. Alec olhou distraído para a porta do quarto e respondeu:
- Significa que a cada doze horas os guardas se revesam com outros
guardas que vêm de Volterra. – Disse ele monótonamente.
- Porquê? Eles ficam com sono? – Ironizei, sem nenhum humor em minha
voz. Alec olhou para mim, sua expressão era insondável.
- Não. Mas eles precisam comer algo. – Seus olhos vermelhos varreram o
espaço ao redor, como se procurassem por algo. Eu me levantei, sentindo
a excitação espalhar-se por meu corpo, talvez, com um pouco de sorte, eu
estaria fora dalí em algumas horas e nem todos os vampiros do mundo
seriam capazes de proteger Aro de mim. Não me importava o quanto esse
pensamento parecia ridículo, o quão patética eu estava soando, só o ódio
dentro de mim era capaz de me manter de pé, a promessa de terminar o que
começei, apenas aquela fúria amarga fazia minha força permanecer em mim,
anestesiando minimamente minha dor.
- E depois? – Insisti, sentindo-me cada vez mais perto da beira do
precipício, um pouco mais fundo naquele poço interminável.
- Nós esperaremos os guardas trocarem seus postos, o que deve acontecer
logo ao amanhecer.
- Por quê temos que esperar que eles troquem? – Interrompi.
- Por quê assim demorarão mais doze horas para encontrarem seus restos
na floresta. Isso nos dará tempo. – Era perturbador a frieza com que
Alec se referia à morte, mas aquele era seu tom habitual, aquela era sua
profissão. Exterminar outros imortais. E realmente, eu não me importava
de pagar esse preço, na verdade, o monstro enraivecido dentro de mim
anciava por arrancar algumas cabeças.
- Não se preocupe, vou cuidar deles sozinho, eles nem ao menos vão me
ver chegando. – Alec observava minha expressão diante da perspectiva de
eliminar outros imortais, e obviamente estava concluindo que eu estava
com medo. Olhei-o de esguelha, sem responder ao seu cavalheirismo
grosseiro. Será que ele sabia o que eu e Jacob fizemos com Félix e
Heidi? Será que encontraram suas cinzas espalhadas pela floresta? Era
difícil dizer o que eu não faria por minha família - por Jacob – mas
agora que eu os perdera, eu tinha apenas uma coisa pelo que lutar:
vingança. E, apesar de não ser uma coisa tão nobre, ainda era uma razão
pelo qual viver - ou talvez, morrer. De repente, algo estúpido me veio à
mente.
- Alec, por que Aro está demorando tanto? Por quê não me matou ainda? –
Perguntei, dando as costas para ele. Não queria que ele visse a chama de
raiva latente em meus olhos.
- Ele está tendo problemas internos, Marcus não está contente. Ademais,
os novos membros não estão cooperando tanto quanto ele gostaria. – Novos
membros? Virei de frente para Alec, sua expressão estava séria e
concentrada.
- Quem são esses novos membros? – Indaguei. Alec não respondeu,
levantou-se num átimo e parou na porta, escutando algo que eu ainda não
tinha captado. Parei também, absorvendo até o menor dos ruídos. Alec
virou-se e disse-me:
- Está na hora.
***
A escuridão me envolvia como um véu denso e impenetrável. Eu permaneci
alí, naquela sala fria e inócua, paciente e silenciosa em meu
esconderijo. Alec saíra há dez minutos, mas eu não fui capaz de ouvir os
gritos ou o som metálico de pedra dilacerada. Eu queria ajudar,
desmembrar alguns guardas Volturi, imaginando que cada rosto era aquele
rosto, o que mais ardia em minha mente, o que eu mais anciava para
destroçar. Aro.
O tempo se arrastava, como se estivesse me desafiando. Deixei Alec fazer
aquilo sozinho, era a minha maneira de agradecê-lo, era a chance dele se
sentir vivo... Seria fácil para ele, como ele mesmo tinha dito, os
guardas nem mesmo o veriam chegando. Ele neutralizaria todos os seus
sentidos, e eles talvez nem se dariam conta de que estavam sendo
desmembrados e empilhados antes da pira começar a queimar.
Cada minuto que passava era uma tortura. Eu queria correr, apenas correr
de volta para casa. Queria ter certeza de que não estava tendo um
pesadelo, queria fingir que, quando chegasse lá, eles todos estariam me
esperando. Aquela antecipação fustigava meu peito, e eu tinha que me
concentrar muito para me manter focada. O silêncio era opressor em meus
ouvidos atentos, a única coisa que meus olhos captavam na escuridão, era
o pequeno corpo de um inseto, andando pelos cantos da sala vazia. Só
havia uma porta. A única entrada e saída daquela câmara fria. As paredes
de pedra eram grossas o bastante para vedar os ruídos exteriores, mas eu
fui capaz de ouvir os passos felinos de Alec se aproximando. Era um bom
sinal. O plano estava tendo sucesso até alí. Ele abriu a porta e
estendeu a mão para mim, sem olhar para o interior da câmara. Seus olhos
varriam todo o perímetro externo. Hesitei por um momento em pegar sua
mão, mas achei que seria indelicado com meu salvador. Porém, eu não
estava feliz com aquilo. Assim que cruzei a porta e nos lançamos pelas
escadas, eu a larguei. Deixei que ele me guiasse pelos caminhos que
conhecia tão bem. Agora, mais atenta e desperta, eu podia absorver
melhor as reentrâncias daquela galeria subterrânea. Era majestosamente
construída em pedra, com pilares e paredes esculpidos com figuras
diversas de anjos e divindades. O mármore que cobria o chão era
enegrecido e polido. Quando chegamos ao átrio eu logo o reconheci, mais
acima – no topo de uma longa escadaria – ficava uma pesada porta de
madeira entalhada, e pela corrente de ar que se deslocava alí, eu podia
deduzir que era a porta de entrada – a única saída.
- Escute. – Alec parou no topo da escadaria, segurando meu braço para
que eu o encarasse. – Nós seguiremos pela floresta ao norte, quando
chegarmos ao rio, nós iremos subir o leito até Montepulciano, lá nós
pegaremos um trem.
- Alec, Demetri vai nos rastrear, ele vai nos encontrar, sabe disso. –
Falei, sem querer dar ouvidos a minhas próprias palavras, mas era um
fato que eu não poderia ignorar se não quisesse ser pega novamente.
- Sim, mas eu também sei as falhas desse rastreador. Caçei com ele
durante minha vida toda, sei quais são seus hiatos. – Disse ele
empurrando a porta de madeira. A primeira coisa que vi foi o céu. Azul e
límpido sobre as árvores, e o sol – quente e vívido, refletindo e
iluminando tudo em que tocava. Parecia uma afronta à minha tristesa, à
escuridão fria e entorpecente que habitava em meu peito. Olhei em volta,
estávamos no meio de alguma floresta nos arredores de Volterra. Dei um
passo em direção ao sol – em direção à minha liberdade – e deixei o
calor cair sobre minha pele. Fechei meus olhos, e o rosto dele dançou
por trás de minhas pálpebras. O sol, quente e poderoso como ele, sempre
aquecendo todas as coisas ao seu redor, tão perto de mim e mesmo assim
tão distante. Algo que estaria sempre no fundo de minha alma, cuja
ausência sempre deixaria que tudo em mim esfriasse, virasse trevas. Jake,
eu sinto tanto! Queria tanto que tivesse sido diferente...
A mão fria e macia de Alec tocou meu braço, e me arrancou daquele
momento único e derradeiro.
- Precisamos ir. – Disse ele, e sua voz era tão maçia quanto seu toque
em minha pele. Olhei para ele, sua pele brilhava intensamente sob o sol
e seus olhos estavam vívidos, mais claro e intensos do que jamais os
vira. Um diamante de sangue, que agora me pertencia sem eu ao menos
tê-lo desejado. Forcei meus pés a se moverem e em um segundo estávamos
em movimento pela floresta, contornando as árvores e arbustos em uma
velocidade irrefreável.
A medida em que nos aprofundávamos entre as árvores, o sol ficava cada
vez mais encoberto pelas nuvens e pelas copas das árvores altas. Os
pássaros cantarolavam distraídos pela floresta, como se debochassem da
nossa corrida desesperada para salvar nossas vidas.
Eu podia ouvir o rio à cem milhas. Estávamos quase lá – quase livres.
Alec parou, seus sapatos derraparam no chão da floresta com a freada
brusca. Eu parei alguns metros à frente, xingando-o baixinho pela súbita
parada. Olhei-o de longe, me perguntando o que diabos ele estava
fazendo. Ele estava de costas, as mãos em punho, sua postura
indecifrável e imóvel. Então ele se virou rapidamente para mim, e a
expressão em seu rosto perfeito fez meu corpo gelar.
- Corra! – Ele gritou, o desespero distorcendo suas compleições sempre
sutis. – Saia daqui! - Por um minuto não entendi, mas então o vento
trouxe o cheiro – o cheiro que significava morte – e o som de passos
leves correndo em bando pela floresta. Eu sabia que devia correr, e não
parar até que estivesse longe dalí. Mas o último vislumbre dos olhos de
Alec me fez pregar no chão, como se meus pés se negassem a deixá-lo para
trás – para morrer em meu lugar. Eu tinha que ir, eu deveria ir... Mas a
dor lancinante que envolveu meu corpo fez meus joelhos cederem e eu caí
no chão. Meu corpo contorcia-se como se estivesse em chamas, e eu não
podia fazê-lo parar. A pior dor que já senti. Aquilo fazia a morte
parecer o próprio Éden. No meio de toda aquela dor, eu senti minha mente
se diluir, como se o calor das chamas que me corroiam estivessem
derretendo meu cérebro. Mas eu fui capaz de ouvir o rugido atormentado
rasgando o ar.
- Nãããoo! – Gritou Alec. E então a dor aumentou, e parecia ser
impossível de suportar mais um segundo. Meus gritos pareciam um eco
longícuo em meus ouvidos, misturando-se com outros sons indistintos.
Olhei para o céu, esperando encontrar meu sol, mas a única coisa que
encontrei foi um rosto angelical emoldurado por um capuz negro e um par
de olhos vermelhos e cruéis deleitando-se com minha agonia. Jane sorriu
para mim, e então meu corpo e mente sucumbiram à dor infernal que
emanava dos olhos dela.
Capítulo 20 – Redenção - Rising Sun a Historia
Seja Bem Vindo
Lua Nova Twilight! Desde 04/01/2009
Eclipse Tem Data de Estréia 30/06/10
Amanhecer Tem Data de Estréia
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