Essa Fanfic foi escrita por mim e é nada mais que uma homenagem ao
trabalho maravilhoso de Stephenie Meyer e à essa saga que todos nós
amamos.
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Capítulos 
Se gostaram da Fic, divulguem para outros fãs da saga! Bjos, Anna Grey!
Capítulo 19 – Proposta
A manhã trouxe lentamente a percepção do terror em que eu estava,
afundada até o pescoço. Era como se a luminosidade perolada que descia
das pequenas cavidades do teto abobadado iluminasse não só a ampla
câmara vazia, mas também meu senso de ineficácia. Tudo que fiz foi em
vão. Tudo pelo qual lutei foi inútil, e o preço que me seria cobrado era
alto demais para que eu pudesse se quer cogitá-lo. E agora eu estava
aqui, impotente e vulnerável, a mercê dos planos Aro. Eu me sentia
estúpida. Tola. Sentia-me arrastada pela correntesa e afogada em meu
próprio orgulho. Quem era eu para salvar todos eles? Uma mestiça fraca e
limitada brincando de heroína em um mundo de seres indestrutíveis, de
seres que não necessitavam dormir ou comer. Seres que não sangravam como
eu. Me sentia rasgada ao meio, limitada a cada membro pelas correntes do
meu medo, do meu fracasso.
O que você fará agora, Renesmee? Você decepcionou todos eles. Você
mereceu perdê-los.
Os passos de Alec interromperam meus pensamentos, mas não minha dor.
Nunca julguei ser capaz de sentir uma dor tão abrasadoramente forte. Me
queimava tanto que, agora, eu só podia sentir a dormência. A inércia
crescente se espalhando por meu corpo e mente.
Alec se aproximou de mim, mas eu não ousei olhá-lo nos olhos. Eu tinha
medo de que todos os meus pesadelos se tornassem mais reais se eu
olhasse para aqueles olhos vermelhos e frios. Senti seus dedos gelados
tocarem meu braço, e uma onda de choque desceu por meu corpo. Meu
coração deu um pulo, como se seus dedos fossem fios desencapados.
- Fique calma. Eu vou te soltar, mas tem que me prometer que não vai
tentar fugir. – Ele sussurrou em meu ouvido e sua voz era doce e macia.
Como ele poderia me pedir algo assim? Daquele jeito tão condescentende?
Eles mantinham minha vida em suas mãos e eu ainda tinha que cooperar? Eu
tinha que aceitar meu destino e agradecer por isso? Não. Essa não era
eu, eu morreria lutando...
Que estupidez – uma voz dentro de minha cabeça falou. O que você tem
feito até agora? Pelo quê você lutará agora? Por sua vida? Eu não a
queria sem Jacob, sem minha família, eles podiam tomá-la. Simplesmente
não haviam mais motivos para que eu continuasse a tentar manter minha
cabeça na superfície. Não havia mais motivos para resistir. Talvez eu
quisesse morrer, agora que tudo estava perdido. Morrer parecia mais
fácil, uma opção mais plausível.
Senti as mãos de Alec percorrendo a extensão de meus braços e desatando
minhas mãos das correntes. Eu estava mole, meus joelhos cederam sob meu
peso, meu corpo também não queria resistir. Alec me pegou no mesmo
instante, impedindo minha queda. Ele era patético, eu era tão
indestrutível quanto ele – bem, quase. O que ele pretendia com aquilo?
Será que ele levava seu trabalho tão a sério ao ponto de ser minha babá
e cuidar de mim com tanto empenho? Bem, não me importava quais eram seus
motivos, nem os motivos de Aro, nem quaisquer outros motivos, não
mais...
***
Os dias passaram indistintos, inexoráveis. Eu não era mais capaz de
distinguir o dia da noite, não percebia mais as nuances da claridade ao
meu redor, talvez por quê eu me sentia mergulhada em trevas, uma
escuridão que nada tinha a ver com o quarto amplo e bem arrumado que
Alec me mantinha agora. Estávamos numa grande galeria subterrânea, o que
conheci nos primeiros dias aqui, fora apenas o átrio frio e escuro. Alec
me carregou pelas escadas e pavimentos de pedra e pelas pesadas portas
de madeira maciça e me levou até um aposento longícuo, bem, pelo menos
era o que me pareceu, mas eu não estava prestando muita atenção nas
coisas ao meu redor.
Ele providenciou uma cama, lençóis e travesseiros, assim como as roupas
que eu usava agora. Me trazia comida três vezes ao dia e sangue humano
ao anoitecer. E eu o bebia.
Não tinha mais que honrar nenhum código de conduta, não valia mais a
pena, não tinha mais motivos para ser um monstro melhor – como se isso
fosse possível. Aliás o sangue era a única coisa que fazia eu me sentir
um pouco mais viva, a única coisa capaz de aquecer meus membros e
tonificar meu coração amortecido.
As vezes eu ficava sozinha durante todo o dia, ciente de que todas as
saídas estavam lacradas, e apenas me sentava na cama e prendia meu olhar
em um objeto inanimado por horas. Mas ás vezes Alec ficava comigo, na
verdade isso era o que acontecia mais frequentemente. Ele se sentava em
um poltrona no canto do quarto e apenas me observava, silencioso e
sereno, algumas vezes conversávamos, outras não.
Eu não sabia dizer o que estava se passando em minha mente. Talvez nada.
Talvez eu estivesse com algum tipo de apagão mental, o que ainda assim,
era melhor do que a dor intensa que me assolava todas as vezes que
lembrava deles. Tantos dias em silêncio. Nenhuma notícia, nenhum
veredicto. Nada.
- Não vai mesmo tentar fugir? – Perguntou Alec em uma das noites em que
ficou comigo. Eu o encarei, e o vazio em meu olhar oscilou ao encontrar
seu rosto, ele parecia atormentado com algo. A pergunta me pegou de
surpresa, tive que pensar um pouco sobre aquilo, minha mente estava
muito acostumada com o torpor.
- E por quê eu deveria? – Era a primeira vez que eu ouvia minha própria
voz em dias e ela parecia...diferente. Soava monótona e fria, e mesmo
quando senti aquela dor aguda atravessar meu estômago, minha voz não
oscilou em seu tom gelado. Alec sustentou meu olhar e a impressão que eu
tinha, era que ele estava tentando enxergar atravéz de um poço sem fundo
e completamente vazio.
- E se eles não estivessem mortos? – Ele desafiou. – Tentaria fugir
daqui? – Ele me olhou mais intensamente e seu rosto usualmente imóvel se
torceu em uma máscara de curiosa apreensão. Senti as paredes oscilarem
ao meu redor, eu não queria sentir esperança, não queria sentir aquela
sensação sombria de que eu estava desistindo deles, que eu falhei e os
condenei. Por quê ele estava perguntando essas coisas? Ele estava
tentando sondar? Estava blefando? Estava brincando comigo?
- Por quê está me perguntando essas coisas? – Sufoquei meu desespero
dentro de mim e tentei parecer o mais displicente possível. Alec exitou
um minuto, e havia um brilho estranho em seus olhos, que o deixavam ao
mesmo tempo ameaçador e atraente.
- Por quê quero saber o que você faria se saísse daqui, sem sua família,
estaria sozinha. Tentaria se matar como seu pai? – Aqueles olhos
varreram meu rosto com uma avidez que me perturbou, como se meu destino
fora daqui realmente o interessasse. Mas aquela pergunta penetrou em meu
cérebro e se arraigou fundo em minha mente. O que eu faria? Se não
houvesse nada mais para mim lá fora, se existisse uma chance de Aro me
deixar ir, para onde eu iria? Não respondi aquela pergunta, por quê
primeiro, eu teria que encontrar uma resposta para dar a mim mesma.
Pensei muito nessas coisas durante toda a noite, tanto que me sentia
fraca e sonolenta pela manhã. Eu sonhava com eles todas as noites, mas
naquela noite em particular, eu senti que meu cérebro iria explodir.
Acordei aos berros com Alec me segurando pelos ombros, os travesseiros
estavam arruinados, penas e plumas espalhados por todo o quarto.
- Ness, acorde. – Eu ouvi Alec dizer, mas eu não conseguia abrir meus
olhos. Ouví-lo me chamando daquele jeito me fez lembrar de Jacob e meu
coração afundou no peito. Reunindo todas as forças que me restavam eu
forcei meus olhos a se abrirem. A primeira coisa que ví, foram os olhos
profundos e vermelhos de Alec à dois centímetros de distancia.
Fiquei olhando para ele, incapaz de me afastar daquelas cores intensas,
nadando em sua íris. Era como um mar de sangue, revolto e feroz, mas
impossível de se resistir. Era lindo e aterrorisante. Mas eu não estava
com medo.
- Por quê está me olhando assim? – Eu sussurrei. Minha voz estava frágil
e atormentada, ele parecia pacífico, mas seus olhos não mentiam para
mim. Seu inimigo não te olharia daquele jeito.
- Fuja comigo. – Seu hálito doce e suave acariciou meu rosto e por um
momento eu pensei ter ouvido errado. Mas as palavras dele ainda ecoavam
em meus ouvidos e seus olhos estiveram me pedindo isso o tempo todo,
agora eu entendia. Só não conseguia entender o por quê. Ele – juntamente
com sua irmã – eram os braços de Aro, aqueles que tornavam possível
qualquer sonho extravagante daquele velho ambicioso. Essa era a vida
dele, isso é o que ele era.
- Está brincando comigo? – Foi tudo que consegui dizer, minha mente
estava congelada com o choque. Alec sorriu e eu pensei estar vendo
coisas, como isso aconteceu?
- Nunca falei tão sério em toda minha...existência. – Ele disse. Deus do
céu, ele estava realmente me propondo isso? Ele me sequestrou, me
manteve presa aqui todo esse tempo, e agora estava me propondo uma fuga
romântica ao pôr do sol? No mínimo ele era louco. Agora eu entendia sua
pergunta “e se eles estivessem mortos?”, ele estava tentando me dizer
que, como eu não tinha mais nada mesmo, poderia muito bem fugir com ele.
Era um absurdo. Seus olhos faíscaram nos meus com a intensidade do que
ele estava prestes a dizer. Eu me encolhi, com medo do que ouviria.
- Pense bem Nessie. Eu poderia te tirar daqui, eu conheço todas as
saídas, conheço essa cidade como conheço minhas próprias mãos. Eu
poderia te manter à salvo...- Suas palavras saíram duras e suplicantes.
- Pare. – Eu não queria mais ouvir nada. Aquilo estava errado.
- Poderia te levar para longe deles. Acabou agora. – Ele continuou sem
dar ouvidos a mim.
- PARE. – Gritei e me afastei dos braços dele. Eu estava furiosa,
magoada e confusa. Eu não queria ouví-lo dizer que eu não tinha escolha,
que tudo estava acabado para mim, isso só intensificava a dor que me
consumia por dentro. Eu sentia como se as paredes estivessem se
estreitando ao meu redor, e em pouco tempo me esmagariam. Me encolhi
como uma bola na cama o mais longe dele que o espaço me permitia e
tentei controlar minha dor e confusão. Ouvi ele se levantando e
caminhando pelo quarto silenciosamente. Não ousei olhá-lo, não queria
ver seu rosto e seus olhos me pedindo para fugir com ele. Mesmo que não
me restasse nem uma folha seca, eu não poderia aceitar sua oferta. Isso
seria uma traição das mais sujas e imperdoáveis.
- Não posso te deixar aqui para morrer. – Sua voz era fria, cortante,
ele estava tentando me fazer ser razoável. Mantive minha cabeça abaixada
nos joelhos, e tentei suportar as palavras dele me perfurando como
facas. – Eles vão te matar, sabe disso. Sua sorte é que Aro é um
dramaturgo insolente. Está jogando, fazendo seu teatro, se não fosse por
isso já estaria morta. – Eu sabia que ele estava certo, só não entendia
como Aro foi de pai supremo à dramaturgo insolente.
- Você e sua irmã o servem fielmente à séculos. De todos os membros da
guarda, você e Jane são os mais fiéis à causa, se deleitam com o poder e
prestígio dos Volturi. Por quê isso agora Alec? – Eu não estava
inteiramente certa de que queria a resposta, mas eu precisava saber,
precisava entender o que estava acontecendo e bem, precisava tomar uma
decisão. Ficar e morrer, ou fugir e viver eternamente com essa dor
lancinante em meu peito?
Ele me olhou consternado, como se eu estivesse perdendo algum detalhe
óbvio. Aqueles olhos cruéis não combinavam com sua expressão aflita.
- Eu... – Ele exitou, dando as costas para mim. – Eu estou cansado.
Cansei dos jogos de domínio de Aro, cansei das reclamações de Caius,
cansei da obediência cega que Jane tem por eles, cansei dessa eternidade
de servidão. O que eu tenho feito durante séculos é limpar a bagunça de
outros imortais, mas agora, Aro parece querer ultrapassar algumas linhas
que até então nós evitáva-mos. Eu não quero mais isso. – Ele se virou de
frente para mim e me olhou com indiferença. Não deveria ser fácil para
ele falar essas coisas, mas nenhum de nós estava iludido com a idéia de
que qualquer escolha que fizéssemos seria de alguma forma fáceis. Ambos
estávamos escolhendo entre morte e traição.
- Criaturas como nós precisam desesperadamente de um propósito, mas o
problema conosco é que nossos propósitos geralmente não são tão duráveis
quanto nossas vidas. Eles acabam logo nos primeiros anos e o que nos
resta é a eternidade buscando algo pelo que lutar e viver. – Disse ele,
pensativo. – Mas pior do que viver uma existência vazia, é descobrir que
dedicou tempo demais em mentiras, coisas que nunca fizeram o menor
sentido. – O silêncio que se seguiu me fez entender de uma maneira
perturbadora o que ele estava querendo dizer. Esperei que ele
continuasse.
- Você faz sentido pra mim. – Eu mal tive tempo de me chocar com aquelas
palavras e Alec já estava à centímetros de mim. – Pela primeira vez em
duzentos anos eu sinto que minha vida faz sentido. Me sentar nesse
quarto todos os dias e te observar durante horas tem sido a coisa mais
importante que eu fiz em todos esses anos, eu faria isso por toda
eternidade.
- Alec... – Arfei, era como receber um soco no estômago. Aquelas
palavras eram absurdas e não faziam o menor sentido, mas mesmo assim me
tirou o ar e a capacidade de pensar ou agir. Meu cérebro simplesmente
não conseguia absorver a idéia de que Alec – um dos vampiros mais letais
da guarda Volturi – estava me dizendo essas coisas. Ele pegou minhas
mãos e isso me assustou de início, a pele dele era como seda fria e o
calor da minha pele era um contraste agradável com a sua. Eu nunca tinha
sentido nada como ele. Alec era ameaçador por natureza, mesmo quanto
estava tentando ser gentil, ele tinha aquela elegância ofensiva, seus
olhos escondiam tantos mistérios que se tornava quase impossível prever
seus pensamentos. Ele era irresistivelmente nocivo, e eu não sabia se
estava encantada ou apavorada com ele. Eu me sentia a própria Pandora,
fascinada e aterrorizada com o conteúdo daquela caixa completamente
intransponível que ele era.
- Fuja comigo. Por favor. – Ele sussurrou, apertando minhas mãos contra
seu peito. - Por mais que me odeie, por mais desprezível que você me
ache, me deixe salvar sua vida. Só salvando você eu poderei salvar à mim
mesmo.
Capítulo 19 – proposta - Rising Sun a Historia
Seja Bem Vindo
Lua Nova Twilight! Desde 04/01/2009
Eclipse Tem Data de Estréia 30/06/10
Amanhecer Tem Data de Estréia
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