Essa Fanfic foi escrita por mim e é nada mais que uma homenagem ao
trabalho maravilhoso de Stephenie Meyer e à essa saga que todos nós
amamos.
Clique Aqui para voltar ao home do Rising Sun
Capítulos 
Se gostaram da Fic, divulguem para outros fãs da saga! Bjos, Anna Grey!
Capítulo 18 – Escuridão
Em algum lugar no meio da escuridão eu podia sentir minha consciência,
era a única forma de acreditar que eu ainda existia. Mas não era nada
além de um pensamento, como se minha mente tivesse sido arrancada do meu
corpo, por que eu não podia sentir nada, ouvir nada, todas as coisas se
tornaram insubstanciais. Eu morri? Essa era a sensação da morte? Um
nada? Um nada sem começo e sem fim? Eu nem a vi chegando, e agora eu
estava mergulhada num mar de escuridão onde o tempo não existia.
Poderiam ter sido horas, dias, semanas, ou até mesmo a eternidade – quem
poderia saber? Só me restava as lembranças... Tentei me lembrar de quem
eu era, de quem eu fui um dia. Eu costumava ser gentil com as pessoas, e
elas gostavam de mim. Meus pais me amavam, eu tinha certeza disso, mesmo
aqui, onde o amor parecia ser algo distante e imaginário. Eu conhecia o
amor bem demais para acreditar que ele só tenha sido um sonho. Jacob
Black parecia um sonho, mas ele existiu, em algum lugar, em algum tempo,
eu o toquei, eu estive com ele. Eu me lembrava de cada detalhe de seu
rosto, do jeito que ele sorria, do som de sua voz, a cor exata de seus
olhos. O marrom derreteu em minha pele e aos poucos empalideceu na
escuridão que me cercava de todos os lados. Eu senti uma leve brisa
soprar meus cabelos e tocar meu rosto, senti o frio pressionar minhas
costas, então percebi que tinha reencontrado meu corpo. Ele estava ali -
frio e rígido – preso pelo torpor da minha consciência vazia. Eu não
entendia, eu ainda me sentia viva, ainda podia sentir o ar entrando
pelos meus pulmões, mas não havia cheiro, não havia substância. Tentei
encontrar meus olhos, obrigá-los a se abrirem, quando ergui minhas
pálpebras não enxerguei nada além do breu, mas aos poucos – à medida que
meus olhos se ajustaram à escuridão – eu percebi que eu ainda podia
enxergar, bem, pelo menos até onde a escuridão me permitia. Isso não
parecia ser o inferno, então talvez eu não estivesse morta. Havia a
escuridão e o frio a minha volta, e um silêncio desorientador, mas era
pacífico. Onde estavam os gritos, as pessoas queimando? Talvez cada um
tivesse um tipo de inferno, seu próprio sofrimento e danação eternos.
- Você parece assustada. – Uma voz de veludo cortante penetrou em meu
ouvidos. O choque me fez despertar completamente do torpor, trazendo de
volta à tona meu corpo e meus sentidos adormecidos. – Não tenha medo, eu
não te machucarei. – Procurei na direção daquela voz, mas a escuridão só
me entregou uma silhueta alta e imóvel à alguns metros de mim. Eu senti
as correntes eu meus pulsos baterem contra pedra escura, e o tilintar
ressonou pelo espaço imerso na escuridão. O que era esse lugar? Algum
tipo de câmara?
- Quem é você? – Deixei minha voz firme e destemida, eu não ia dar uma
de moçinha em perigo, o que era bem verdade considerando que eu estava
em algum lugar com um estranho e que não sabia absolutamente nada a
respeito dele – ou de suas intenções. Não houve resposta e por um
momento eu pensei que estava tendo algum tipo de alucinação, mas então –
mais atenta e desperta, eu pude sentir o cheiro adocicado vindo dele. Um
vampiro - eu já deveria saber. Mas como eu tinha chegado ali, era algo
completamente fora do meu poder de conclusão. Tentei me concentrar no
espaço a meu redor. O chão era frio e duro como mármore, mas plano. As
paredes eram igualmente rígidas, e ao julgar pelo completo isolamento de
som, elas eram grossas – ou isso ou estávamos no subterrâneo. As
correntes em volta de meus pulsos pendiam de algum lugar acima de minha
cabeça, e eram grossas, talvez eu pudesse quebrá-las, mas eu duvidava
disso - meu seqüestrador deveria ter se certificado de que essas
correntes fossem fortes o suficientes para resistirem a minha força –
nessas horas eu odiava ser meio humana. Mas que diabos era isso? Há um
minuto atrás eu estava na sala medieval de Rose, encarando os rostos
chocados de minha família diante do fato de que nós estávamos sendo
seguidos e vigiados - entre outros acontecimentos absurdos. E agora eu
estava em algum lugar remoto, presa em correntes maciças e sendo vigiada
por um vampiro anormalmente educado e silencioso. Era parte do plano de
Aro? Me seqüestrar? Como? Como alguém poderia ter me tirado de uma casa
cheia de vampiros – e um lobisomem – sem que nenhum deles impedissem? Eu
sempre achei que nossos dons e nossa força fosse praticamente
invencíveis, nossas barreiras eram intransponíveis com Alice e meu pai,
e mesmo se alguém conseguisse se aproximar demais, minha mãe protegeria
nossas mentes de investidas hostis que nos paralizasse. O único jeito de
eu estar aqui agora, era se... Eu gelei com o pensamento. Não, eu não
poderia me permitir pensar isso. E se tivesse havido uma luta e minha
família tivesse sido derrotada? E se eles estivessem todos mortos? O
ódio começou a me inundar como uma maré de água fervente – o que eles
queriam de mim?
- Hey, você. – Eu chamei. O vulto permaneceu imóvel, mas eu tinha a
nítida impressão de que ele me observava atentamente. – Você é um
Volturi? Está aqui seguindo as ordens de Aro? – Eu duvidava que
conseguiria alguma resposta dele, mas procurei ganhar algum tempo para
encontrar um meio de fugir, ou para estudá-lo melhor. Ele fez um leve
movimento nas sombras, mas não foi o suficiente para me deixar ver nada
além de seus sapatos e as barras de sua calça – e eram sapatos caros,
pretos e lustrosos, e o tecido de sua calça era igualmente fino e
impecável. Não se ouvia nada além do leve farfalhar de nossas
respirações fluindo suavemente.
- Você parecia mais disposto a conversar antes. Ficou desapontado por
quê eu não estou com medo de você? – Eu estava com muita raiva, e
imaginei que destilar um pouco do meu sarcasmo ajudaria a aliviar minha
tensão. Ele riu, e o som era suave e gentil, como se ele estivesse se
divertindo realmente com minha presença alí.
- Sobre o que você quer conversar? – Ele perguntou, e novamente a
delicadesa e cavalheirismo no tom de sua voz me sobressaltou. A pergunta
me pegou de surpresa, mas eu fingi indiferença.
- Que tal conversarmos sobre quem diabos é você e o quê eu estou fazendo
aqui? – Trinquei meu maxicilar com força, tentando conter o impulso
selvagem de arrancar a cabeça dele, bem, logo após de conseguir me
soltar. Um silêncio pesado pairou no espaço entre nós, e eu pensei que
ele não diria absolutamente nada. Eu esperei, talvez ele estivesse
ponderando sobre os riscos de me dar informações demais.
- Meu nome é Alec. E você está nos arredores de Volterra, nós ficaremos
aqui algum tempo, e eu fui encubido da missão adorável de cuidar de
você. – Meu queixo não caiu nem nada, mas com certesa meus olhos se
abriram quase ao ponto de pularem das órbitas. Se a situação fosse menos
preocupante eu gritaria Bingo. É claro que estávamos “nos arredores de
Volterra”, e é claro que havia um dedo – talvez os dez dedos – de Aro
nisso. Eu odiava ser a pessoa que diz: “Eu avisei”, e talvez eu nem
tivesse para quem dizer isso. Minha família estava um oceano de
distância de mim, e talvez... Deus, talvez eles nem estivessem mais
vivos.
- O que você fez com eles? – Eu ainda não conseguia acreditar que –
mesmo a guarda Volturi – fosse capaz da proeza de nos pegar
desprevenidos. E até onde eu lembrava, até o momento em que terminei de
contar minha história para minha família, nem Alice nem meu pai
detectaram nada estranho vindo atrás de nós – e eles estavam em alerta
vermelho desde o momentos em que fiz aquela ligação. Mas Alice tinha se
queixado de suas visões – ou da falta delas, e algo me dizia que isso
estava inteiramente ligado ao fato de que Aro estava agindo nas sombras.
- Eu? Eu não fiz nada. Minha única missão era te trazer em segurança até
aqui, e me assegurar de que você não faça nada imprudente. – Alec deu um
passo à frente, e a única réstia de uma fraca luz iluminou seu rosto
marmóreo. Seus olhos carmim brilharam na escuridão, mas a expressão
gentil e afetuosa em seu rosto impediu que um arrepio subisse pela minha
espinha. Eu podia entender por quê Aro o enviou até mim, ouvi meus pais
conversarem sobre os poderes dele. Alec podia anular todos os nosso mais
afiados sentidos, e agora eu entendia de onde viera a escuridão
repentina. Ele me deixou imersa em seus poderes durante todo o trajeto
até aqui, sem ver ou ouvir, sem sentir absolutamente nada, sem poder
reagir, para que eu não tentasse escapar. Isso explicava a sensação de
extremo vazio e desolação, mas ainda não explicava como Alec se
aproximou de nós sem que percebêssemos.
- Como você não foi pêgo? Alice veria você chegando, meu pai te notaria
à quilômetros. – Essa dúvida estava me matando, por quê poderia muito
bem ter havido uma briga depois que Alec me apagou, e se houve briga,
houve perdas, e eu precisava saber alguma coisa além de...nada.
- Vamos deixar esse pequeno detalhe em mistério por enquanto. – Um
sorriso simpático surgiu no canto de seus lábios e seus olhos me fitaram
com uma curiosidade lisonjeira. Eu queria exigir mais respostas, mas
algo na expressão dele me fez parar por um minuto. Qual era a dele
afinal? Se ia me manter trancada deus-sabe-lá-onde esperando Aro decidir
o que fazer comigo, eu gostaria que ele não parecesse tão gentil, isso
só tornava as coisas mais difíceis. Eu sempre fui muito direta com
relação aos meus sentimentos, não havia meio termo. Se ele era meu
inimigo, eu o odiava. Se ele feriu alguém que eu amo, eu o odiaria em
dobro. Tantas coisa giravam em minha mente...e mesmo com todo o caos, eu
não conseguia me sentir desesperada. Havia uma friesa em meus
sentimentos, que de imediato me alertou – era como se eu pudesse
observar todos os fatos de um ângulo externo.
- Do que se trata tudo isso? Eu quero dizer, o que vocês pretendem? Qual
é o grande plano? – As palavras saíram monótonas, frias, e eu pude ver
na expressão de Alec que ele achava essa minha reação tão inusitada
quanto eu. Talvez tenha sido isso que o fez falar, e eu o ouvi,
absorvendo e guardando palavra por palavra quer saía de sua boa
delicadamente desenhada.
- Você é esperta, devo reconhecer isso. Você percebeu o que estava
acontecendo antes de qualquer um, e acredite, nós cobrimos bem nossos
rastros. – Ele parou em minha frente e me observou mais atentamente, eu
sustentei seu olhar com firmesa, podia sentir meus olhos impacíveis. –
Sabe...Nessie, não é? – Ele parou, esperando uma confirmação, eu não
queria que ele me chamasse assim, só pessoas queridas me chamavam assim,
ele não tinha esse direito. Contudo, preferi ficar em silêncio, eu
queria mantê-lo falando. – Você é diferente dos outros da sua espécie. E
não eram muitos para se considerar...
- Eram? – Interrompi. Heidi então estava falando sério quando disse que
eu era a última de minha espécia nojenta? Alec me olhou mais uma vez, e
eu senti seus olhos penetrarem minha alma. Seu rosto não denunciava
nenhuma reação a minha pergunta.
- Sim, eram. Nós caçamos e matamos todos os outros. – Ele falou isso com
uma serenidade quase doentia. – Dois meses após nosso...encontro, Aro
colocou a guarda em movimento. Fomos para as florestas do sul e não foi
difícil para Demetri encontrar os outros mestiços. – Ele suspirou e
olhou para algo além de mim. A friesa em meu corpo oscilou, Nahuel e
suas irmãs, caçados e abatidos como animais.
- Por quê? – A pergunta escorregou de meus pensamentos e escapou por
meus lábios. Alec colocou as mãos nos bolsos de seu terno preto e
impecável e me olhou daquele jeito ilegível dele. Ele parecia se fazer a
mesma pergunta.
- Aro passou esses sete anos limpando a bagunça que vocês fizeram. –
Apesar da acusação, Alec falava lenta e suavemente, quase como se
estivesse comentando sobre o tempo. – E devo dizer que foi uma campanha
bem sucedida, talvez até demais. – Ele sorriu, mas o sorriso não
alcançou seus olhos. Era estranho, havia um cansaço intrínseco em seus
olhos felinos, que não condizia com o estigma durão e impiedoso de um
Volturi. Eu o olhei enojada, e isso pareceu perturbá-lo.
- Entenda. – Ele disse, desviando de meu olhar. – Nós precisávamos
reestabelecer a ordem depois daquele pequeno motim. Nosso mundo precisa
de controle, nossa espécie também precisa de governo, e como todo
governo, nós também temos oposição. – Um segundo de silêncio se passou,
então ele contornou meu corpo suspenso pelas correntes em meus pulsos e
disse: – Se a notícia se espalhasse, nós teríamos muitos problemas. E
Aro sabia disso no momento em que partimos de Forks. E então, nos anos
seguintes, nós limpamos a bagunça. – Ele suspirou outra vez e se colocou
de frente para mim. Mais uma vez aqueles olhos injetados penetraram
minha alma. Eu não sabia dizer por quê sentia isso quando ele me olhava,
talvez fosse parte do poder dele, invadir nossos sentimentos e sensações
daquele modo tão peculiar. Começei a imaginar as coisas que Alec me
contou, e fazia pleno sentido. Soava como Aro. Eu me lembrava de muita
coisa daquele dia, foi algo que me perturbou durante muito tempo. As
conversas sobre os motivos de Aro mover toda a corte, o “julgamento
teatral” dos anciões que meu pai descreveu, o desejo de Aro pelo domínio
dos poderes de Alice, sua cobiça pela matilha... E eu me lembrava também
da indignação e disposição dos que estavam presentes de provarem minha
inocência – ou bem, minha não selvageria. Tudo aquilo – toda farsa –
ficou exposta, e Aro teve que recuar. Eu podia imaginá-lo, confrontado
pelo desejo de poder e pela reputação de seu clã. “Limpar a sujeira”
parecia algo inteligente e eficaz para se fazer na posição em que ele
estava, mas era também arriscado. Todos os vampiros que estiveram
naquela clareira para testemunhar a meu favor, estavam cientes do risco,
sabiam que estavam com a mira na testa, mas ninguém sabia ao certo como
Aro reagiria àquilo. Bem, pelo que parecia, ele resolvera silenciar as
testemunhas do ocorrido. De imediato me vieram à mente os rostos, mas um
rosto me preocupava em particular...
- Alec. – Ele pareceu sobressaltado ao ouvir seu nome sair de minha boca
num tom tão natural, na verdade eu mesma achei estranho.
- Sim. – Ele respondeu, igualmente amigável. Sua expressão estava leve
enquanto me observava.
- Vocês... – Eu exitei. – Vocês mataram todos? – Minha voz saiu
embargada e eu me aborreci com isso, não queria demonstrar o quanto eu
sentia por aquilo tudo. Alec também exitou, seu olhar oscilou por um
instante, então ele disse:
- Como disse, foi uma campanha bem sucedida. Eliminamos quase todos que
estiveram presentes naquele dia. – Engoli o que parecia ser uma bola
enroscada em minha garganta. Alec esperou com o olhar ainda preso em meu
rosto. Deus, quase todos. Mortos. Por minha culpa. Eu nem me lembrava de
todos, apenas alguns nomes se destacavam em minhas lembranças: Benjamin,
Maggie, Garret, Kate, Tânia, Eleazar, Senna, Zafrina...
- Alec, quem resta? – Perguntei, e dessa vez minha voz saiu quase como
um grunhido. Alec não respondeu, apenas ficou me encarando como seu eu
fosse alguma coisa de outro mundo. – ALEC. – Insisti, eu precisava
saber, eu merecia isso. A vida de todos eles se perdeu para que eu
tivesse o direito de viver. Alec fechou os olhos - e isso me
sobressaltou muito, era um genuíno sinal de fraqueza, não condizia com
sua força, seu poder. Um segundo depois ele os abriu e me fitou com uma
determinação quase hostil.
- Restam o clã Denali, os Cullen e o clã da Romênia. Há alguns em
Volterra, sob a vigílha da guarda e um ou dois foragidos. – Ele parou e
sua expressão se tornou mais soturna. – E claro, os transmorfos, Aro
quis deixar os melhores para o final. - Ele se afastou, sumindo na
escuridão que nos rodeava, e me deixou com meus pensamentos – um misto
de alívio por minha família estar incluída nos “assuntos pendentes” e
horror por todas as outras vidas que se perderam, e as que ainda estavam
em perigo enquanto eu permanecesse aqui. Não que eu acreditasse que
pudesse fazer muito, mas eu definitivamente não queria ficar presa aqui
enquanto Aro completava sua “faxina”.
- Me tire daqui. AGORA. - Um grito estrondoso e hostil irrompeu de mim,
e era tão colérico que não pensei ter saído de minha boca. Usei toda
minha força para me desprender das correntes, mas como eu pensei, ele
tinha se certificado de que elas me mantessem alí o tempo necessário –
ou pelo menos até Aro dar a ordem para me matar.
Alec não voltou naquela noite.
Capítulo 18 – Escuridão - Rising Sun a Historia
Seja Bem Vindo
Lua Nova Twilight! Desde 04/01/2009
Eclipse Tem Data de Estréia 30/06/10
Amanhecer Tem Data de Estréia
00/00/00









