Essa Fanfic foi escrita por mim e é nada mais que uma homenagem ao
trabalho maravilhoso de Stephenie Meyer e à essa saga que todos nós
amamos.
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Capítulos 
Se gostaram da Fic, divulguem para outros fãs da saga! Bjos, Anna Grey!
Capítulo 16 – Sangue
Não havia muito o que juntar para queimar – pelo menos não de Félix.
Jacob o tinha rasgado em partes tão pequenas, que encontrar todas me
tomou um tempo extra. Heidi estava mais composta, mas ambos estavam
igualmente mortos. Era difícil de acreditar, mesmo com a pira ardendo e
a fumaça densa e adoçicada enchendo o ar a minha volta. Jacob tinha
ferimentos de várias extensões, entre ossos e costelas quebradas, desde
arranhões a cortes profundos. Eu tinha alguns também, mas em geral,
Heidi tinha conseguido muito pouco comparado à Félix. Deixei Jacob – na
forma humana – descansando perto das árvores e terminei o serviço.
Enquanto os via queimando eu pensei sobre o que eu tinha feito, como
consegui expandir meus próprios pensamentos para distraí-los e
atacá-los. Meus poderes numa extensão que eu até então não sabia que era
possível, lembrei de Carlisle falando sobre como nossos poderes podem se
ampliar com o tempo e a maturidade, mas algo no fundo de minha mente
suspeitava que algo além do tempo havia contribuído para aquele
desenvolvimento repentino. De novo, nada podia-se alegar concretamente a
meu respeito, por que minha existência era rara – talvez agora, única.
Eu teria muito o que pensar sobre essa noite, parecia impossível que
tanta coisa pudesse ocorrer num espaço de tempo tão curto. Deixei a pira
queimando e fui ver Jacob, nós precisávamos partir o quanto antes, no
caso de alguém vir atrás daqueles dois. Jacob estava com os olhos
fechados, tremia e suava, estava pálido e com dor, Deus, como eu queria
que Carlisle estivesse aqui.
- Jake, Jake. – Chamei-o, minha voz embargada. – Fale para mim onde dói.
– Parecia algo estúpido para se dizer, mas eu nem sabia por onde começar
a ajudá-lo. Eu não poderia levá-lo a um hospital, eles no mínimo o
manteriam em laboratório para estudá-lo. Ele olhou pra mim, e havia
tanta dor naquele olhar que fez meu coração doer também. Foi então que
ele pegou minha mão, vacilante.
- Ness, eu quero que você vá para La Push. Fique lá até seus pais
voltarem. É seguro lá, Sam vai te ajudar, ele vai te manter segura. – Eu
começei a protestar, eu jamais o deixaria para trás, por quê ele estava
falando essas coisas para mim?
- Jake, esqueça. Eu não vou te deixar aqui. – Eu me aproximei mais dele,
afaguei seu rosto e foi quando eu vi. Uma ferida em forma de meia lua
sangrava em seu pescoço. Deus do céu, Félix o havia mordido. A
compreensão me atingiu ao mesmo tempo que o pânico. O veneno o estava
matando.
- Jake – Sussurrei, minha voz incapaz de sair audível. Um frio intenso
desceu por meu corpo. Eu iria perdê-lo.
- Ness, não tem mais jeito. Eu não vou me curar dessa vez. – Ele falou,
calmo e gentil. Lágrimas começaram a escorrer por meu rosto e o
desespero tomou conta de mim. Eu tinha que fazer alguma coisa, eu
precisava. Se eu o deixasse morrer, seria como cometer suicídio. Não
havia como continuar sem ele. Mas o quê? O quê eu poderia fazer?
Uma tímida luz começou a se acender em minha cabeça, eu nem sabia se
daria certo, se funcionaria, mas eu precisava tentar, eu faria qualquer
coisa para salvá-lo. Me inclinei sobre ele, beijei sua testa, acariciei
seu rosto molhado. Ele me olhava tranquilamente, seu coração martelando
no peito, como se estivesse se recusando a desistir, a parar de bater.
- Você confia em mim? – Sussurrei em seu ouvido. Ele me olhou por um
longo momento e disse:
- Com a minha própria vida. – Respirei fundo, tentando encontrar a força
dentro de mim. Quando toda sua vida depende de algo, não há como
remediar. Não há espaço para o medo.
- Eu… Eu te amo. – Eu soluçei, e afundei meus dentes na ferida.
Eu suguei o sangue sujo, sentindo o veneno sair de seu sistema e entrar
em mim. O mais incrível era que nem o gosto amargo do veneno era capaz
de inibir o gosto de seu sangue. Era forte, absurdamente quente. Era
maravilhoso. Eu podia sentir seu coração batendo forte, tão forte que eu
nem mesmo podia ouvir o meu próprio. Eram um só. O mesmo, o único. Eu
sentia meu corpo arder, era como se minhas veias estivessem se
iluminando. O sabor se intensificou, minhas lágrimas se misturaram com o
sangue, quase nenhum traço do veneno restava em seu corpo. E era dez
vezes melhor. Puro, forte, inebriante. Como minha família podia achar
que ele cheirava mal? Seu coração martelava em meus ouvidos, em minhas
mãos, mas era estranho, por quê era como se ele estivesse se afastando.
Mais longe, mais longe…
Com um súbito terror eu me lancei para tráz, caindo de costas na relva
fria. Como era difícil parar, com aquele sabor ainda impregnado em minha
língua eu senti que meu corpo pedia mais, o cheiro dele alí ao meu lado…
Mas eu não podia, eu não podia matá-lo. Nada seria maior ou mais forte
que o meu amor por ele, nem mesmo minha sede. Nem mesmo o apelo de seu
sangue, ainda quente e poderoso, correndo por minhas veias. Eu me
levantei, clareando minha mente. Ele estava fraco, mas definitivamente
ainda estava vivo. Com sorte, logo seu metabolismo acelerado seria capaz
de curar todos os ferimentos, sem o veneno para impedí-lo de se curar
ele estaria bom em algumas horas. Pelo menos era nisso que eu queria
acreditar.
***
Eu o observei dormir enquanto a escuridão empalidecia e o céu se tornava
um cinza frio e homogêneo. O fogo há muito já tinha se apagado e a única
compania que eu tive durante aquela noite impossivelmente longa, foram
as cinzas. Fiquei com ele em meus braços e zelei por seu sono, sempre
alerta para todo e qualquer ruído na floresta. Tantas coisas passaram
por minha cabeça… Tantas mudanças. Minha vida mudou tão repentinamente,
tão bruscamente, o certo e o errado não estavam mais nos seus lugares de
costume. Minha mente mudou, meu corpo mudou, minha alma e tudo mais que
me fazia ser Renesmee Cullen à uma semana atrás, já não eram mais os
mesmos. Em uma semana eu tinha feito todas as coisas que eu prometi a
mim mesma jamais fazer. Eu menti para meus pais, feri Jacob, provei do
sangue humano, matei minha própria espécie, e mesmo com todas essas
promessas quebradas em minha consciência, eu não conseguia deixar de me
sentir aliviada agora, com ele dormindo profundamente em meus braços.
Aquilo parecia tão certo, tão natural, que não havia qualquer outra
conceção que eu pudesse fazer. Haveria redenção se houvesse ele, e
então, eu poderia dar um jeito. Isso me atormentou, por quê eu já não
sabia o que esperar de mim, não sabia se os últimos dias fizeram de mim
algum tipo de monstro, se eu estava me escondendo atrás de desculpas
incoerentes. Os fins justificando os meios. Eu não queria isso, mas
também não queria ser fraca. A Renesmee que eu costumava ser não era
forte o bastante para enfrentar o que enfrentei nos últimos dias, não
teria sido capaz de salvar Jacob, não teria sido capaz de abandonar a
família – mesmo sob o pretexto de protegê-los. O amor nos obriga a fazer
escolhas difíceis, e na maioria delas você perde algo, alguma parte
extremamente importante de você. E só ele – só o amor – te dá as forças
que você necessita para continuar, mesmo depois de ter que deixar uma
parte sua para trás.
A luz perolada penetrou as árvores e o tímido canto dos pássaros me
tirou de meus pensamentos. Olhei Jacob – ainda dormindo profundamente em
meu colo. As cicatrizes em seu corpo já estavam fechadas e os ossos
quebrados – que eu tive que colocar no lugar – provavelmente já estavam
praticamente curados. Se eu não tivesse sugado o veneno para fora de seu
sistema, ele não teria sido capaz de se curar, morreria de hemorragia em
poucos minutos. Félix conseguiu por os dentes nele antes de ter sua
cabeça arrancada do corpo, se Jacob não tivesse agido rápido,
provavelmente nem minha distração teria sido capaz de nos ajudar.
Tentei me desvencilhar do corpo adormecido de Jacob o mais
cautelosamente possível. Eu precisava resolver algumas coisas. Andei em
circulos, tentando clarear minha mente. Minhas suspeitas foram
confirmadas pela boca descontrolada de Heidi – Aro estava em movimento
de novo, planejando Deus sabe o quê. Eu precisava avizar minha família,
se Aro mandasse mais alguém atráz de nós, eles precisavam estar atentos.
Havia também a suposta morte de Renée, eu nem sabia se isso era verdade,
mas já sentia a dor da perda se alojar em mim, eu não tinha tempo nem
mesmo para ficar de luto. Se eu piscasse, eu corria o risco de perder
mais alguém. Tentei empurrar essa nova dor para um compartimento
escondido, eu iria lidar com isso mais tarde. Lutar primeiro, lamentar
depois. Essa era a minha nova regra.
E por fim, a mais perturbadora das questões em minha mente. Como Aro
estava conseguindo burlar as visões de Alice? Como ele estava enviando
gente para nos vigiar sem que Alice visse ele tomando essa decisão? E
como diabos eles passaram despercebido por todos nós – por meu pai?
Quanto mais eu pensava em todas essas perguntas sem resposta, mais
cansada eu me sentia, e mais perdida eu ficava em mim mesma. Haviam
tantas coisas – tantos fatores – que eu precisava considerar. Por que eu
tenho tido essas visões? Por quê Forks? Por quê Vancouver? Por quê
Zafrina?
Eu estava tão soterrada por essa onda de perguntas que não percebi Jacob
despertando e se aproximando de mim. Seus braços me alcançaram apenas um
segundo antes que seu cheiro. Minha garganta ardeu, e eu tive que me
lembrar que aquele sabor era proibido para mim.
- Hey, como se sente? – Eu perguntei, tentando disfarçar a dor da
queimação. Ele girou meu corpo para ficar de frente para ele. Eu
suspirei. Ele estava bem.
- Vivo, graças a você. – Ele respondeu. Havia um tom emocionado naquelas
palavras, quase como se ele tivesse um nó na garganta. Eu pude ver
também várias perguntas nadando na escuridão de seus olhos, talvez
fossem as mesmas que as minhas. Era estranho, parecia que nossas mentes
estavam sempre em sintonia, era quase como olhar para um espelho. A
expressão dele talvez fosse uma boa réplica da minha, pelo menos era
isso que seus olhos diziam. Ele entendia, eu também não queria trazer
tudo aquilo à tona naquele momento, todas as nossas perguntas mudas,
toda exasperação. Éramos jovens, tínhamos vencido nossos inimigos,
tínhamos sobrevivido, mas ao contrário do que os jovens geralmente
costumam fazer, nós não comentamos a luta épica, nem repassamos os
detalhes, golpe a golpe. Estávamos vivos e juntos, e era mais como duas
pessoas que se amam muito e temem a perda do outro com a mesma
intensidade dolorida. Haviam tantas outras batalhas, tantos outros
riscos que poderiam ser fatais para um de nós dois. Por agora, bastava
abraçá-lo, bastava ficar olhando para ele, absorvendo o máximo de
detalhes de seu rosto. As palavras pouco ou nada podiam expressar agora.
Nem sei quanto tempo se passou, poderiam ter sido horas, dias, semanas,
ele sempre anulava todas as coisas à minha volta.
- Eles precisam saber. – Sussurrou ele em meu cabelo. Sim, eles
precisavam. Me obriguei a soltá-lo, o mundo real ainda estava alí, no
meu encalço.
Parecia impossível que meu celular tivesse sobrevivido à luta, mas lá
estava ele – no bolso de trás de meu jeans inteiramente arruinado. O
visor estava quebrado, faltavam algumas partes, mas ele ainda era capaz
de fazer ligações, e no momento, uma ligação era tudo que eu precisava.
- O que eu vou dizer à eles Jake? – Sim, eu estava com medo. Não por
mim, mas por eles. Se houvesse alguma forma de mantê-los longe disso
tudo, eu faria. Mas todas as minhas opções se resumiam basicamente em
tentar ficar viva até o dia seguinte, e se Aro tinha uma carta na manga
– que impossibilitava Alice e meu pai de vê-lo – bem, eles
definitivamente precisavam saber.
- Diga a verdade Ness. Eles talvez fiquem muito bravos com você, mas sou
eu quem eles vão querer matar. – Jacob sorriu me encorajando, e apesar
de toda minha apreensão, não consegui evitar um sorriso cansado de
aparecer em meu rosto.
- Vou deixar no chão qualquer um deles que tentar. – Eu brinquei, embora
eu não fosse realmente capaz de deter todos eles juntos. Jacob riu, e o
som mandou uma onda de calor por meu corpo. Era o som que eu mais
gostava no mundo.
- Você está andando muito comigo Ness. Esse é o tipo de coisa que eu
falaria. – Ele balançou a cabeça e começou a andar em direção à mochila.
Observei-o procurar uma camisa e o último par de tênis que ele ainda não
tinha arruinado. Peguei meu aparelho de celular, e, bem, ele não tinha
muito tempo de vida. Disquei o número que julguei o mais seguro, três
chamadas mais tarde a voz suave e delicada de Alice atendeu:
- Meu Deus Ness, onde você está? – Alice falava baixo e rapidamente. Ela
soava nervosa, mas de qualquer forma, eu não esperava outra reação.
- Fique calma Alice, eu estou bem. Onde está minha mãe e meu pai? –
Tentei parecer o mais calma possível, na esperança de passar
credibilidade.
- Você ainda não sabe? Deixamos um recado com Billy, estamos em
Jacksonville. – Então era verdade. Talvez uma marreta invisível tivesse
caído em minha cabeça nesse exato momento.
- Alice, não… Alice vocês foram… – As palavras não saíam, nenhuma delas
parecia servir.
- Sim Ness. Nós viemos para o enterro de Renée. – Um silêncio gelado
pairou na linha por um instante. Deus, minha mãe devia estar acabada, e
eu nem estava lá para confortá-la.
- C-Como? – Obriguei a palavra a sair. Alice explicou que Renée tinha
descoberto à dois anos que estava com câncer e que fez Phil jurar que
não contaria á ninguém. A doença venceu minha doce e impulsiva avó. Eu
deveria saber lidar com isso, afinal, nós éramos imortais, mas o resto
do mundo – o resto de nossa família humana – eram perecíveis, estavam
suscetíveis à inúmeros fatores que poderiam acabar com suas vidas em um
piscar de olhos. Essa era a poesia de ser mortal. Cada minuto pode ser o
último.
- Alice, eu preciso falar com meu pai. Onde ele está? – Consegui dizer
após alguns instantes lutando com minha própria garganta.
- Está com Bella, ela ainda está muito abalada. O ponto é, onde você
está? Se sua mãe souber que você e Jacob não estão em La Push… Até agora
eu consegui fazer Edward respeitar o luto dela, mas você sabe como seu
pai é Ness, ele não gosta de esconder nada de Bella.– Alice retrucou.
- Meu pai já sabe? – Eu não sei porquê aquilo me assustou, é claro que
ele já sabia. Ele sabia de tudo.
- Sabe. – Disse Alice. – Eu liguei para o Billy para avizar você, já que
o Charlie não conseguiu te encontrar, e Billy me disse que vocês estavam
fora à dois dias. Ele queria mandar Sam atrás de vocês e Ness, eu fiquei
assustada. – Ela parou, a tensão na voz dela me alarmou.
- O quê foi Alice? – Perguntei.
- Eu não sei. São minhas visões. Ness, eu não consigo ver nada. Nem
mesmo eu ou Jasper, está tudo borrado e vocês nem estão por perto no
momento, quero dizer, era pra tudo estar mais nítido que o normal. –
Senti um calafrio descer por minha espinha. Eu estava fazendo a mesma
pergunta a mim mesma – bem, quase a mesma. Como Aro estava driblando as
visões de Alice? Seria essa outra conexão? Era impossível que Alice
estivesse perdendo seus poderes, também era impossível que não houvesse
nenhuma conexão em todos os fatos recentes. Meus sonhos e visões, Heidi
e Félix nos vigiando, Alice no escuro… Algo estava acontecendo, e eu
sabia disso desde a primeira noite que sonhei com Aro.
Respirei fundo, tentando aparentar a mim mesma mais firmesa e coragem, e
falei:
- Alice, nós temos sérios problemas.
Capítulo 16 – sangue - Rising Sun a Historia
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Lua Nova Twilight! Desde 04/01/2009
Eclipse Tem Data de Estréia 30/06/10
Amanhecer Tem Data de Estréia
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